quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Entrevista com a Ukuhamba

Olá, malta!

Para quem não sabe, esta semana ouve rubrica "Nos bastidores com..." no blog Ukuhamba e a entrevistada fui eu!

Gostei muito da experiência e toca a irem espreitar tudo aqui! Se ainda não seguem o blog Ukuhamba, tratem disso! Vale a pena (;

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Product Review | Eau de Beauté Caudalie

Hoje venho falar-vos dum produto que descobri recentemente graças a uma amiga que falou dele num grupo de facebook (não sei se posso dizer o teu nome no blog, mas sabes quem és e muito, muito obrigada!): a Eau de Beauté da Caudalie.

Vou começar por dizer o seguinte: Onde é que isto andou escondido toda a minha vida???

E pronto, posto isto, passo a elaborar. 

Há muito tempo que andava à procura de um produto para fixar a maquilhagem. Não queria investir num produto demasiado caro, que ia ficar a ganhar pó durante a maior parte do ano. Também não queria um produto com efeito matificante, porque odeio o efeito mate na minha pele que, de si, já brilha pouco (ou nada) e não queria comprar um produto que me desiludisse e me fizesse ficar a chorar o dinheiro. Quando ouvi falar desta Eau de Beauté, pareceu-me a solução para todos os meus problemas: sem parabenos e sem perfume (quem mais odeia produtos para a pele com perfume?), composta quase na totalidade por produtos naturais, com efeito iluminador e alisador, óptimo para acordar peles cansadas e ainda ajuda a fixar a maquilhagem. Pareceu-me demasiado bom para ser verdade e, tendo em conta que é super acessível, decidi arriscar. 

Já a estou a usar há algumas semanas e adoro. Não sei se tem realmente um efeito iluminador, porque nunca a usei sem maquilhagem mas, pelo menos, permite manter o efeito glowy da minha maquilhagem. Além disso, tenho mesmo a impressão de que a maquilhagem se mantém em bom estado por mais tempo. Pode não ser tão potente como os fixadores da Urban Decay ou da MAC (nunca experimentei para comparar), mas estou super feliz com este produto e tenho a certeza que vou voltar a comprar.

E aí, mais alguém conhece?


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Sobre o repartir tarefas

Hoje de manhã, vimos uma reportagem na televisão sobre a partilha das tarefas domésticas.

Não é surpresa para mim que em Portugal (e em muitos outros lados, mas a entrevista era em Portugal) ainda se está a anos-luz da igualdade de géneros (continuo a dizer que a culpa é das mãezinhas e nada me vai convencer do contrário), mas acabei a pensar na minha situação em particular. Em como era no início e em como é agora. Em como as coisas mudaram (e felizmente) e isso leva-me a crer que há esperança, porque se o exemplar que tenho aqui em casa mudou como da água para o vinho, os outros também o podem fazer.

Eu não sou nada do tipo "fada do lar" e não almejo vir a sê-lo. Venho duma longa geração de mulheres que sempre se preocuparam mais em estudar e serem independentes do que em serem donas de casa exemplares. 

Esta semana vim para Inglaterra e tenho feito sozinha o essencial, tipo umas limpezas gerais, pôr roupa a lavar e cozinhar porque, pronto, estou de férias e ele não, mas não vou dar uma de Mary Poppins, que não tenho feitio para isso e as unhas dão muito trabalho a arranjar. Este assunto da repartição de tarefas já foi um grande problema entre nós. O meu namorado vem duma família bastante tradicional e não foi habituado a fazer nada em casa. N-a-d-a. Foi habituado a estudar, trabalhar fora de casa, ajudar no campo, mas a partir do momento em que entrava em casa, o menino não mexia uma palha. 

Ora, eu venho duma família que de tradicional não tem nada e sempre me educaram a recusar-me a ser empregada de alguém. Foi uma guerra entre nós, no início. Discutíamos e cada um batia o pé e ficávamos ali a medir forças, a ver quem cedia primeiro. Foram tempos complicados, no que a tarefas domésticas diz respeito, mas a minha mensagem acabou por passar (muito à custa de coisas como "claro que não tens louça lavada, não a lavaste, pois não?") e agora constato, com muito orgulho, que já não tenho um empecilho em casa. Tenho um companheiro, alguém que faz tanto como eu, sem ter que lhe pedir, sem ter que negociar, só porque sim, porque tem que ser. Se me vê a mudar os lençóis da cama, vai pôr a roupa a lavar. Se eu estou a limpar a casa de banho, ele vai aspirar os quartos e pôr o almoço a fazer. No sábado, cheguei exausta da viagem e, à noite, pude ficar esticada no sofá a ver televisão e ele fez o jantar, pôs a mesa e, no fim, lavou a louça. Ainda recusou ajuda quando a ofereci (também não insisti muito, confesso).

A mim, isto parece-me normal. Estamos os dois na mesma casa, desarrumamos e sujamos os dois, comemos os dois, por isso temos que trabalhar os dois. Temos que ser uma equipa. Nem sequer faz sentido para mim viver com alguém que tem que ser "lembrado" de que há roupa para passar ou o chão para aspirar. 

Até consigo compreender que em casais mais velhos as coisas não tenham evoluído (claramente, não conheceram a minha avó materna), mas choca-me ver tantos casais da minha geração, tantos que conheço pessoalmente, em que o "tratar da casa" continua a ser uma tarefa quase exclusivamente feminina. Independentemente das horas que já trabalharam nesse dia, chegam a casa e têm tudo para fazer sozinhas.

Pessoas, vamos começar a portar-nos como seres evoluídos, sim? Por nós, pelas pessoas à nossa volta e pelas gerações futuras, para que possam ter em nós um exemplo melhor do que aquele que muitos de nós tiveram.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Viver de mala feita

Quem me segue no instagram apercebeu-se, certamente, que este fim-de-semana foi mais um fim-de-semana de viagem, como já foram tantos outros.

Desde há pouco mais de um ano que tenho feito uma viagem por mês, ora para ir a Portugal ver a minha família, ora para vir a Inglaterra ver o meu namorado. Sou muito grata por ter a oportunidade de viajar tão frequentemente para matar saudades. Se me aguentei tanto tempo em França, foi muito graças a essa possibilidade, que sei que nem todos os emigrantes têm.

Ma houve algo na viagem de ontem que me fez perceber que estou cansada. Foi uma espécie de clique que se fez na minha cabeça e que me fez ver que esta vida é muito desgastante. Não sei se foi por vir carregadíssima (estou a começar a trazer tudo o que posso para Inglaterra, para facilitar a mudança o mais possível), se foi por sair de casa ainda mais cedo do que se fosse trabalhar, debaixo dum tempo demasiado cinzento. Não sei se foi por o comboio para Paris ter atrasado imenso, o que me deixou (a mim e a tanta gente) à espera e a morrer de frio, se foi por ter que correr da Gare de l'Est para a Gare du Nord para não perder o comboio para Londres, por chegar ao comboio e, mais uma vez, ter uma pessoa a ocupar o meu lugar à janela (não se metam entre mim e os meus lugares à janela). Não sei o que foi mas, mal o comboio arrancou, dei por mim a pensar que estou farta desta vida.

Estou cansada de viver a mil à hora e de ter sempre uma mala para fazer ou desfazer. Estou cansada de andar de comboio, estou farta de esperar sentada num café num aeroporto qualquer, estou farta de táxis, de metros, de malas pesadas. Estou farta de despedidas e de sentir que não pertenço a lugar nenhum. 

Vão ser mais 3 meses assim, a correr dum lado para o outro, entre comboios, aviões e bebidas hipercalóricas e demasiado caras do Starbucks. Mais 3 meses a comer sandes numa sala de espera qualquer para enganar a fome e o cansaço. Mais 3 meses a correr com malas e a rogar pragas a mim mesma por ter tanta tralha. E depois, se tudo correr bem, vai acalmar. Vão acabar as viagens para visitar o namorado, porque vamos estar os dois. Vão continuar as viagens para conhecer o mundo e para ir visitar a família, porque dessas não abro mão.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Sunday Wishes #7

Continuamos na onda da decoração... Desde que descobri a Urban Outfitters que me tenho perdido no site deles! Já conheciam a marca?


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Quando o cansaço não é só cansaço

Eu sou pessoa que se cansa facilmente. Basta ser segunda-feira e o despertador tocar às 6h30 para eu me sentir esgotada, ainda antes de sair da cama. No entanto, até eu tenho os meus limites.

Desde há uns dias para cá que me sentia exausta. Comecei por associar esse cansaço a uma semana em que trabalhei um dia a mais, há 15 dias. Acabada a semana de horas extra ia sentir-me melhor, pensei eu. Acabou a semana e... nada. "É por andar tão stressada com as burocracias da mudança", mas a verdade é que, posta a mão na consciência, não estou tão stressada assim (ainda!). Entretanto, a coisa foi andando e eu continuei a minha vida normal, continuei a comer o que comia, a treinar o que treinava e o cansaço continuava aqui e cada vez pior. 

Na semana passada, quinta-feira, estava no trabalho e comecei a sentir uma vontade imensa de comer doces. Até comentei com a minha assistente, porque vontade de comer doces é mal que me acomete com alguma frequência, mas não sei porquê, aquilo pareceu-me diferente. Quase como uma necessidade e menos uma vontade.

Sexta-feira foi um dia que me custou imenso a passar. Estava lenta, não trabalhei com o mesmo ritmo e, quando o dia acabou, só queria voltar para casa e enfiar-me na cama. Tive uma quebra de tensão depois do banho, que associei ao facto de ser hora de jantar. Comi, sentei-me no sofá e pouco tempo depois atacou a dor de cabeça. Tentei resistir, mas ao fim de algum tempo já não era capaz de suportar a luz do ecrã do computador, estava com tonturas e com dificuldade para conseguir ler. Associei tudo isto às duas últimas noites, que não tinham sido muito repousantes, e fui para a cama. 

Sábado de manhã, voltei a acordar com a sensação de ter sido atropelada por um autocarro. Tonturas, enxaquecas, uma manhã de trabalho que foi um suplício. Durante a tarde, e já em casa, tomei um Brufen 400mg (deixem o 600mg para quando estiverem mesmo a morrer) e deitei-me no sofá. Entretanto, tinha começado a ter espasmos (ou tremores, como lhes quiserem chamar) nas pálpebras, pelo que suspeitei que se tratasse de outra coisa. Deitei-me no sofá e apaguei-me de imediato. Dormi quase duas horas nessa tarde, coisa que em mim é muito rara, eu quase nunca durmo durante o dia, e acordei a sentir-me ainda mais em baixo. Foi só comer, ver alguns episódios de algumas séries e ir para a cama, onde me voltei a apagar até à manhã de domingo, manhã essa que acho que já não preciso de vos descrever, porque o cenário foi o mesmo dos outros dias. Por esta altura, já eu sabia o que fazer.

Segunda-feira falei com a minha médica (vantagem de ser colega de trabalho da minha médica: não tenho lista de espera para ter consulta) e ela confirmou-me o que eu achava: falta de magnésio. Incrível como uma coisa tão simples pode causar um mal estar tão grande. Mal estar que, ainda por cima, pode passar despercebido e ser confundido com mero cansaço. Neste momento, estou a tomar um suplemento alimentar rico em magnésio (que não vou aconselhar aqui, porque cada um de nós tem necessidades diferentes e muita gente até toma suplementos sem ter necessidade nenhuma, acabando, simplesmente, por ter uma urina super vitaminada) e estou a tentar consumir alimentos mais ricos em magnésio (por exemplo: bananas, amendoins, amêndoas, abacate). Um alimento extremamente rico em magnésio é o chocolate (daí a minha vontade súbita de doces... o nosso corpo é muito espertinho), mas tenho tentado manter-me longe dele e compensar com outras coisas. 

Achei por bem partilhar isto aqui pois acho que é uma informação importante. O magnésio é um mineral essencial para o bom funcionamento do organismo e que, entre outras coisas, ajuda a controlar as contracções musculares. Daí que dois dos sintomas mais evidentes da falta de magnésio sejam os tremores nas pálpebras e as cãibras musculares, por isso, estejam atentos ao vosso corpo e, se sentirem algum destes sintomas associados a outros, como cansaço, dores de cabeça, vertigens ou fotofobia (intolerância à luz), aconselhem-se com o vosso médico ou farmacêutico, pois podem estar a precisar de tomar um suplemento.

Posto isto, os meus parabéns a quem conseguiu ler este testamento até ao fim (; 


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Dia dos namorados e a nossa falta de romantismo

Antes de mais, feliz Dia dos Namorados a todos! Aos que festejam, claro. Aos que não festejam: tenham uma feliz terça-feira, que também merecem!

Nós por cá nunca fomos de festejar o dia dos namorados... Para ser sincera, não há grande coisa que festejemos, além do Natal e dos aniversários de cada um e o nosso aniversário, que calha sempre em plenas férias de verão, portanto, fica fácil ter um dia especial. 

No dia dos namorados, costumo oferecer qualquer coisa simbólica, como um cartão ou uns boxers engraçados, mas não é costume perder a cabeça. Não vamos jantar fora neste dia, nunca, por duas razões: 

  1. costumamos estar em países diferentes (este ano, pela última vez!)
  2. já tentaram ir jantar fora no dia dos namorados? É o inferno na terra. 
O que costumo fazer é aproveitar a desculpa de que há uma data especial a chegar e marcar uma viagem por esta altura (geralmente, alguns dias depois) para fazermos alguma coisa diferente. Este ano, não vai ser possível. Com a minha ida de França para o Reino Unido a aproximar-se a passos largos, não tenho tido cabeça para lidar com nada que não esteja relacionado com a mudança ou com o trabalho. No entanto, vou ter agora uma semana de férias e vou passá-la com ele, em Inglaterra.

Dei por mim a pensar que não somos um casal nada romântico. Não há flores, nem gestos grandiosos ou declarações de amor no meio da rua. Felizmente. Já tive um namorado assim e, como podem ver, a coisa correu muito bem, porque não fiquei com ele. Acho bonito as pessoas serem pedidas em casamento no meio da rua, em frente à Torre Eiffel ou em estádios de futebol, com toda uma multidão de gente estranha a ver. Acho muito bonito, mas não é para mim.

Ora, nem de propósito, um destes dias dei de caras com um postal que o meu namorado me escreveu. Deve ter sido há coisa de 1 ou 2 anos, não apontei a data (coisa que uma pessoa mais romântica que eu teria feito, mas passou-me e, confesso, fiquei com alguma pena de não o ter feito). Acho que deve ser dos poucos postais que ele me escreveu e quando o (re)li, não pude deixar de me rir sozinha. Porque isto é tão "nós". Tão prático e simples, tão despretensioso, tão pouco romântico e, ao mesmo tempo, tão carregado de sentimentos. Este postal foi escrito como quem escreve uma lista de compras. Começa com "FOFINHA:", assim mesmo, em maiúsculas, sublinhado e com os dois pontos e, logo, a seguir, segue-se uma lista de tópicos. Sim, leram bem, de tópicos. Cada tópico é uma frase amorosa, uma declaração à nossa maneira. Eu sei que ele não é particularmente dotado com as palavras, eu sei que para escrever uma coisa que para muitos parece tão simples, ele deve ter perdido uma boa parte do seu dia. E isso é bonito. 

Além disso, vamos ser sinceros, o homem saiu de Portugal para podermos ter uma hipótese de um futuro em conjunto. Que mais é que eu posso pedir? Adoro ser não-romântica com o meu não-romântico.

Por aí, mais alguém assim?