quinta-feira, 13 de julho de 2017

Aviso à navegação

Pois é, isto tem estado assim a modos que deixado ao abandono, mas é por uma boa causa. Sabem que eu tenho andado às aranhas com burocracias desde que cheguei a Inglaterra, mas a um ponto que até já estava a começar a ter saudades da bela incompetência francesa (que ainda me está a dar dores de cabeça, também!). Pois que parece que finalmente a coisa se está a compor e acho que, em breve, terei boas notícias. Enquanto as boas notícias não forem 100% seguras, lamento, mas isto vai andar parado. Não tenho tido cabeça para escrever, o meu pensamento está ocupado a tratar de outras coisas, nem sequer consigo ter ideias boas o suficiente para as transformar em posts. 

Sendo assim, peço-vos que tenham paciência! E, já agora, que me animem e me contem o que têm andado a fazer. 


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Sofia na cozinha | Gelatina vegan

Durante muito tempo, associei o "ser saudável" ao "ser light" e procurava sempre alimentos com poucas calorias. Entretanto, aprendi que as calorias dum alimento estão longe de ser o factor mais importante e comecei a aprender a ler rótulos. Coisas como a quantidade de açúcares começaram, então, a ser mais importantes para mim. Neste momento, aquilo que, para mim, define um alimento saudável é o quão processado aquele alimento foi. Claro que continuo a tentar evitar açúcar refinado e altos teores de gordura e continuo a não querer engordar. Mas, aquilo que privilegio actualmente na minha alimentação são os alimentos no seu estado mais natural possível. Quanto menos alterações forem feitas e quanto menos produtos químicos forem adicionados, melhor. 

Um alimento que eu (pessoa gulosa mas que se preocupa com a imagem) sempre apreciei, foi a gelatina. Fosse Inverno ou Verão, gelatina marchava sempre. E quando lançaram as gelatinas pobres em calorias, então é que foi uma festa. No entanto, sendo eu gulosa e preocupada com a imagem, também sou preocupada com a saúde e gosto de saber a origem do que como. Sempre soube que grande parte das gelatinas que havia por aí eram de origem animal, mas isso nunca me incomodou. Até ao dia em que começou a incomodar. Não sou vegana, como carne e peixe e imensos produtos de origem animal, mas saber que estava a comer algo que tinha vindo de ossos, cascos e tecidos de ligação de vacas e porcos começou a meter-me... hm, qual é a palavra... nojo. Portanto, comecei a consumir gelatina de origem vegetal. Pequeno problema da gelatina de origem vegetal: costuma ter aspartame, que é um adoçante. Há quem diga que não está provado que o aspartame é nocivo para a saúde, há quem jure a pés juntos que é cancerígeno. Por via das dúvidas, eu preferi deixá-lo de lado, o que reduz drasticamente as opções de gelatina disponíveis. Há algumas marcas que usam Stevia e não aspartame, mas aqui em Inglaterra nunca consegui encontrar. 

Solução: pedir socorro à Bruna, que tem sempre solução para estas coisas. A solução dela não podia ter sido mais simples: Ágar-ágar, que é uma substância gelatinosa que é extraída de algumas espécies de algas. E assim, tão simplesmente, as minhas gelatinas foram salvas.

A minha primeira experiência com o Ágar-ágar não correu muito bem. Isto, porque decidi usar a quantidade que vi na net em vez da quantidade que vinha indicada na embalagem e o resultado foi que a gelatina não solidificou. Se isto vos acontecer, não deitem tudo fora (como eu quase fiz). Podem voltar a ferver, juntar mais flocos ou pó de ágar-ágar e tentar outra vez. Com este pequeno "remendo" já consegui a gelatina que queria.

Aviso-vos já que a consistência da gelatina não vai ser a mesma a que estão habituados. Mas, pessoalmente, não me faz diferença. Já o sabor, só vai depender de vocês e da vossa criatividade. 

Vou deixar-vos aqui a receita da minha mais recente gelatina, de sabor a ananás. Sim, é mais calórica que as gelatinas normais, mas as únicas calorias e o único açúcar que tem são do ananás (que é ananás de verdade, sem nada adicionado) e, na minha opinião, é a saúde que sai a ganhar.

Ingredientes: (para 1 litro de gelatina)

  • 400g de ananás partido aos pedaços
  • 1 L de água (podem adicionar um bocadinho mais porque, ao ferver, vão perder alguma água)
  • 4 colheres de sopa de flocos de ágar-ágar (ou pó, depende do que conseguirem comprar. Prestem bem atenção às quantidades recomendadas na embalagem e guiem-se por elas)
  • Stevia (opcional)


Confecção:

  • Começar por fazer 1 litro de sumo, adicionando água ao ananás e triturando tudo. Não tem nada que saber e podem usar a fruta que quiserem e juntar mais ou menos água, consoante a quantidade de gelatina que quiserem fazer. Não se esqueçam de provar, para terem a certeza que está ao vosso gosto e podem, nesta etapa, optar por juntar um bocadinho de Stevia. O ananás que usei aqui não era muito doce, pelo que adicionei meia colher de sopa de Stevia e ficou perfeito.
  • Colocar tudo numa panela e aquecer a mistura até ferver. 
  • Juntar os flocos de ágar-ágar, mexer bem e deixar ferver cerca de 2 minutos, mexendo sempre.
  • Transferir o preparado para um recipiente próprio (uma forma, uma tigela, o que quiserem) e deixar arrefecer.
  • Colocar o recipiente no frigorífico até a gelatina solidificar completamente.
 E pronto, uma vez sólida, a vossa gelatina está prontinha a ser consumida!




domingo, 9 de julho de 2017

Sunday Wishes #20

Quem daí conhece a marca Sopro? Eu não conhecia, mas descobri a colecção deles e estou apaixonada. Não sei de qual das peças gosto mais, mas ficam aqui algumas que podiam vir viver aqui para casa sem que eu não me importasse nadinha!


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Pessoas que inspiram

Volta e meia, encontramos pessoas que nos inspiram, que nos surpreendem, que nos fazem, até, parar para repensar na nossa vida. E é de pessoas assim que vos venho falar hoje. 

Não os conheço pessoalmente, como é óbvio, mas descobri recentemente (graças à Isabel) o canal de YouTube deles e estou conquistada. O canal chama-se Eight Miles From Home e retrata o dia-a-dia dum casal britânico que, depois de já terem vivido no Reino Unido e na Ásia, decidiram mudar-se, de malas e bagagens, para Portugal. 

Achei o conceito particularmente interessante porque a tendência actual (e que eu também segui) é sair de Portugal e ir trabalhar e viver para países como França, Suécia, Inglaterra, entre tantos outros. Mas eles fizeram o contrário. Pegaram nas tralhas, na cadela e na bebé (penso que a bebé já terá nascido em Portugal, mas não tenho a certeza. Já agora, a bebé deles é a bebé mais fofinha de sempre) e foram instalar-se em Mortágua, no meio do nada, e lá estão desde há coisa de um ano. E, deixem-me que vos diga, parecem tão genuinamente felizes. Têm a vidinha mais simples que vocês possam imaginar, não moram numa grande mansão, não têm um grande carro, não andam vestidos de marcas da cabeça aos pés, mas são felizes. E, ao final do dia, isso é que é o mais importante.

Claro que todos, mesmo todos, precisamos de dinheiro e, embora o dinheiro não compre felicidade, ajuda em muita coisa. Mas enquanto estava a ver os vídeos deles dei por mim a pensar se às vezes não passamos mais tempo a pensar no que não temos e a ser tão infelizes com isso, que nos esquecemos de apreciar aquilo que realmente temos.

Enfim, Portugal é um país que está longe de ser perfeito, mas é maravilhoso em muita coisa e é bom ver que há quem seja de fora e pense o mesmo. 

Vejam os vídeos deles, vão gostar (=

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Product Review | Urban Decay vs Too Faced

Para quem não sabe, eu sou a orgulhosa proprietária de duas paletas de sombras da Urban Decay, assim como de uma paleta de sombras da Too Faced.

Cá estão elas, as meninas dos meus olhos. Literalmente, porque são as paletas que uso para pintar os olhos - AHAHAH, tão engraçada.

Já por várias vezes me perguntaram qual é que prefiro, a paleta da Too Faced ou as paletas da Urban Decay e é difícil responder a essa pergunta porque ambas as marcas são para cima de fantásticas e eu não sou maquilhadora profissional, portanto, a minha opinião vale o que vale e provavelmente há pessoas que não pensam o mesmo.
Ora bem, vamos começar pela durabilidade. Para mim, nesse campo ganha a Urban Decay, com ou sem primer, acho que as sombras duram bastante tempo. Claro que usando primer é garantido que a maquilhagem que põem nos olhos às 6 da manhã, ainda vai estar impecável à meia-noite mas, mesmo sem a etapa do primer, acho que duram imenso. As sombras da Too Faced também duram bastante tempo, mas têm obrigatoriamente que aplicar primer. Se calhar só me acontece a mim, mas se não puser primer, a meio do dia já não vou estar tão contente com a minha maquilhagem como estava quando a apliquei de manhã.

Passando ao tópico da pigmentação, ambas são muito pigmentadas, pelo que é fácil conseguirem a cor que querem sem terem de aplicar 20 toneladas de produto nas vossas pálpebras. No entanto, as sombras da Urban Decay são tão pigmentadas que se tornam mais difíceis de trabalhar. Onde fizerem a aplicação da sombra é onde ela vai ficar e dali não mexe. Isto pode ser óptimo para profissionais mas, para pessoas como eu, que às vezes se enganam, implica precisar de ter o desmaquilhante sempre à mão, especialmente, para fazer olhos esfumados ou coisas mais complexas. Com a Too Faced isto já não acontece tanto pois, apesar de serem bastante pigmentadas, trabalham-se muuuuito bem, pelo que se não era bem aquilo que queriam fazer, vai ser facilmente remediado.

E pronto, é esta a minha opinião. Não consigo realmente dizer de qual gosto mais, vou pegar numa ou noutra consoante a ocasião e acho que, apesar de serem um investimento, o dinheiro é bem gasto, uma vez que qualquer uma das paletas da foto tem cores que se adaptam a qualquer situação, mais ou menos formal, mais ou menos ousada, dão mesmo para tudo.

Por aí, algum fã de alguma das marcas?



segunda-feira, 3 de julho de 2017

Life in the UK #2 | O preço dum livro

Uma das desculpas razões pelas quais eu lia bastante menos quando estava em França era que tinha de comprar os livros em Portugal e carregá-los na mala para os poder ler. Claro que sim, que podia ler em francês, mas a verdade é que tinha de estar constantemente a ir ao dicionário procurar uma palavra ou outra, havia sempre alguma expressão que eu não percebia bem e a leitura acabava por ser mais demorada e menos prazenteira. 

Depois, mudei-me para Inglaterra. Ler em inglês é muito menos desafiante para mim do que ler em francês, pelo que decidi começar a comprar livros aqui para retomar os meus hábitos de leitura. E o que é que eu constatei? Que ser leitor em Inglaterra, assim como ser leitor em França, fica bem mais em conta do que ser leitor em Portugal. Um contra-senso, mas é verdade. Em Portugal, conhecido país riquíssimo, de salários elevados e altíssimo nível de vida da população em geral, as editoras têm a mania de que os livros são todos para ser publicados com capas extremamente artísticas, impressas em material da mais alta qualidade, assim como as páginas dos livros: impressas em papel espesso, branquinho, bonito e... caro. Comprar meia dúzia de livros em Portugal pode custar um pequeno balúrdio.

Em França e em Inglaterra, a malta é muito mais prática: não há cá mariquices de papel fino. Os livros são impressos em papel reciclado, áspero e amarelado, as capas são simples e feitas duma espécie de cartolina de fraca qualidade e... são extremamente baratos. Quem quiser pagar mais, pode optar pelas edições de capa dura, senão ficam-se pelas versões mais acessíveis (e que são mais do que suficientes). Pelo preço dum livro em Portugal, compram-se 2 ou 3 livros aqui. 

E eu lanço a pergunta às editoras portuguesas: porquê? Porquê tanta mariquice e tantos rococós, quando por metade do dinheiro se conseguia o mesmo efeito? Portugal faz muita coisa bem feita. Muita coisa mais bem feita que muitos outros países. Mas depois há estes pormenores em que se nota o quanto gostamos de desperdiçar. E quem fica a perder, neste caso, é a malta que gosta de ler. Porque ler em Portugal é um hábito que fica bem caro. Acredito que mais pessoas se interessassem pela leitura e fizessem um esforço por manter esse hábito, se ele fosse mais acessível. E parece-me, simplesmente, ridículo que em países como França ou Inglaterra se consiga comprar livros beeeem mais baratos que em Portugal, mas é só a minha opinião e vale o que vale.

E vocês, o que pensam do assunto?

domingo, 2 de julho de 2017

Sunday Wishes #19

Por cá, os dias têm andado cinzentos, mas estou quase a ir de férias para Portugal e a ter direito a verão!