domingo, 18 de novembro de 2018

Viajar grávida

Desde que engravidei, fomos a Portugal 4 vezes, fomos à Sardenha e fomos a Nova Iorque. Por cada vez que ia entrar num avião, lá vinham meia dúzia de alminhas com o "mas não tens medo?" e eu pensava "medo de quê?". No primeiro e no segundo trimestre, sinceramente, não me fazia confusão nenhuma a ideia de viajar. E, quanto ao terceiro, obviamente fiz as coisas com consciência. 

Tenho sido acompanhada por profissionais de saúde desde o início. Aqui no UK as coisas são ligeiramente diferentes: como a minha gravidez é de baixo risco e, até agora, não houve complicação absolutamente nenhuma, estou a ser acompanhada por midwives e não por médicos. Pessoalmente, não tenho nada que dizer. Senti, no início, que estavam a facilitar um bocado, talvez por causa de eu também trabalhar na área da saúde, mas a verdade é que se eu tivesse alguma dúvida nunca saía das consultas sem resposta. 

Decidi escrever este post porque acho que há muita gente que ainda faz da gravidez um bicho maior do que o que isto é realmente. Claro que há casos e casos, há gravidezes muito complicadas e sei que, por muito que não esteja a adorar esta fase, tive imensa sorte. Não houve um valor dumas análises que não tenha sido normal, não engordei mais que o estritamente necessário (embora já seja o suficiente para me sentir enorme), não tive de deixar de trabalhar (ainda), enfim, não me posso queixar. 

Vou partilhar convosco o que aprendi nestes meses sobre viajar grávida porque pode ser que ajude alguém que esteja a pensar fazê-lo:

  1. A maioria das companhias aéreas vai deixar-vos entrar no avião até às 34-36 semanas. No entanto, a partir das 28, têm de ter o que eles chamam um "fit to fly certificate", que é um certificado passado pelo médico (no meu caso, pela midwife) em que dizem que vocês estão aptas para viajar de avião. A minha midwife explicou-me que aqui não passam esse certificado a partir das 34 semanas, não sei como será noutras zonas. Fomos a Portugal no fim-de-semana passado, já eu estava quase a chegar às 33 semanas e, curiosamente, ninguém me pediu para ver nada, deixaram-me simplesmente entrar no avião e lá fui eu. No entanto, caso fosse preciso, eu tinha o certificado para mostrar.
  2. Roupa confortável. Isto é essencial para viajar em qualquer momento da vida, digo eu, mas acreditem que a última coisa que querem é roupa a apertar-vos onde não deve. 
  3. Meias de compressão: a gravidez aumenta o risco de trombose, independentemente de irem andar de avião ou não, mas andar de avião vai aumentar ainda mais esse risco. Provavelmente, vão aconselhar-vos a usar estas meias durante os voos. 
  4. Beber muita água, evitar refeições pesadas e levantarem-se para esticar as pernas a cada duas horas. Se bem que, para mim, isto é válido para todos os dias e não apenas para viagens de avião.
  5. Isto não é propriamente um conselho, é mais uma informação, para que ninguém fique muito chocado: a prioridade para grávidas é coisa que só existe em Portugal. Bem, se a memória não me falha, acho que em França também. Mas, aqui no Reino Unido e nos Estados Unidos, esqueçam lá isso. Ficam na fila como os outros e ninguém se vai levantar de onde quer que seja para vos deixar sentar. Pessoalmente, não me incomodou porque sinto-me bem, mas acho que para algumas pessoas pode ser coisa que lhes faça confusão. Sendo assim, estão avisados. No regresso de Portugal para Londres foi a única vez em que me deixaram embarcar antes dos outros passageiros. Acredito que existam mais países onde seja dada prioridade a grávidas, mas no UK e EUA não é o caso.
Pronto, e era isto. Se alguém tiver alguma coisa a acrescentar ou a corrigir, a caixa de comentários está aí para isso.

Bom domingo!


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Sofia em Viagem - Nova Iorque: West Village e o Prédio dos Friends

Não sabíamos se íamos ter tempo de visitar o prédio dos Friends e, bem vistas as coisas, não era uma prioridade mas, a ser bem sincera, ficámos os dois super felizes por termos tido tempo. Porque é uma série tão icónica e que, cá em casa, ambos adoramos e já vimos do início ao fim e foi muito bom podermos ver ao vivo o  prédio onde se passa 90% da série. Fiquem a saber, se são fãs da série, que o Central Perk não existe, mas o prédio lá está. Fica em West Village (para quem quiser a morada, é só procurar no Google), uma zona muito menos turística e mais residencial que eu, pessoalmente, adorei.

Já de regresso a casa, o homem fez questão de ver Friends para confirmar que tínhamos visto o prédio certo - e tínhamos. Óbvio que para quem não é fã da série isto não tem interesse nenhum, mas há tantas séries icónicas que se passam em Nova Iorque que não faltam coisas para ver dentro desse tema. A mim, é esta que me aquece o coração e não há cá Sex and the City que lhe faça concorrência.





Cá está ele: o prédio do apartamento da Monica, do Chandler, do Joey e da Rachel










terça-feira, 6 de novembro de 2018

Pedaços de fim-de-semana #18 | Bristol

Ainda a semana não vai nem a meio e a pessoa já está com saudades do fim-de-semana. Quem mais está comigo?

Este fim-de-semana que passou foi com direito a um pouco de tudo: passeio no sábado e sorna no domingo. Sábado acordei cedo (uma das muitas maravilhas do terceiro trimestre de gravidez é que, além da vossa bexiga ficar do tamanho dum berlinde, não há posição confortável para dormir) e, enquanto o homem ficou na preguiça, fui dar uma voltinha a pé, que a manhã estava bem solarenga, e tomar o pequeno-almoço a um dos meus cafés de eleição. Tínhamos combinado ir visitar uns amigos que moram em Bristol nesse dia. A viagem a partir daqui ainda é de quase 2 horas de carro e, graças ao preguiçoso cá de casa, acabámos por chegar bem mais tarde do que tínhamos previsto inicialmente. Com a mudança da hora, começou a anoitecer às 4 da tarde, o que é um pouco deprimente, e não conseguimos visitar imenso da cidade com luz do dia, o que foi uma pena, porque do pouco que vi, gostei imenso. Mesmo assim, foi um dia bem passado, entre amigos, passeio, comidas e conversas boas. 

Não vou partilhar convosco fotos de domingo porque o homem nesse dia foi de viagem em trabalho e eu só pus o nariz fora da porta para levar o lixo. O meu dia foi passado em arrumações de manhã e filmes do Harry Potter e mantinhas e chá durante a tarde. Toda uma excitação, como podem ver, mas soube-me pela vida. 

Ficam aqui com as fotos de Bristol, tenho pena de não ter explorado mais, mas havemos de lá voltar. 

E vocês? Que andaram a fazer das vossas vidas no fim-de-semana?

Papas de aveia com banana e canela para começar o dia

Já em Bristol, a visitar a Ponte Suspensa








Tão lindinho













Este é o pub (ou um dos pubs) mais antigos da cidade. Bem catita.





Bristol by night




domingo, 4 de novembro de 2018

Sofia em Viagem - Nova Iorque: One World Observatory e 9/11 Memorial

O nosso penúltimo dia em Nova Iorque (que era, também, o dia dos meus anos) era suposto ter sido um dia bem calminho. E foi. Mas, como sempre, os nossos planos saíram-nos trocados, pelo que agradeci a todos os santinhos por ter programado esta viagem com bastante "tempo livre" para lidar com imprevistos.

A manhã começou, mais uma vez, na confeitaria Ferrara, para o meu pequeno-almoço de aniversário. Não chegámos a ir a lado nenhum experimentar as panquecas americanas porque o homem não é lá muito fã de panquecas e, para ser sincera, também não são das minhas coisas preferidas. De seguida, fomos apanhar o metro para ir até ao One World Observatory. Tinha comprado um bilhete combinado, que dava acesso ao Observatório e ao museu do 9/11 e a visita tinha data e hora marcada. Ora, como estava um dia super cinzento, a visibilidade não era a melhor. Felizmente, no One World Observatory trocaram-nos os bilhetes para o dia seguinte, para não termos a visita estragada pela meteorologia. Sendo assim, na sexta-feira andámos a passear pelo centro comercial que tem lá na zona (muito confuso para mim, não gostei), fomos à Century21 fazer umas compras (mais sobre isso mais tarde), fomos ao museu do 9/11 e vimos o memorial às vítimas do atentado, que se encontra onde antes existiam as torres. 

Sobre o memorial e o museu, tenho a dizer que merecem ambos uma visita, mas (e culpo a gravidez por isto) acabei por ficar bastante incomodada e com as emoções à flor da pele, pelo que, quando saímos, fomos dar mais um passeio pelo Central Park, porque eu estava a precisar de espairecer. À noite, voltámos a Times Square e jantámos por lá. Era a nossa última noite em Manhattan e, sem dúvida, aquele era o melhor sítio para nos despedirmos da cidade.

No dia seguinte, sábado, era dia de regressar a casa. O nosso voo para Londres era à noite, pelo que ainda tivemos umas horas para passear durante o dia. A manhã começou logo no One World Observatory, onde era suposto termos ido na véspera. Desta vez, tivemos direito a um dia de sol maravilhoso e a uma vista espectacular sobre a cidade. 



Melhor cappuccino da vida

Pequeno-almoço reforçado

O paraíso dos bolos

One World Observatory coberto por nevoeiro.

O centro comercial mais estranho de sempre. As lojas eram espectaculares, mas não me convenceu.

Memorial a uma das torres que caiu no atentado



Dentro do museu





A bandeira do nosso país

Central Park

Pormenor do hotel

O balão da aniversariante

De volta, no sábado - e com muito mais sol





A Estátua da Liberdade vista do alto