sexta-feira, 22 de maio de 2020

Comprar local

Se antes já era importante apoiar o comércio local, depois deste lockdown (eu digo "depois", mas aqui continua e está para durar) ainda mais. 

Sendo assim, e porque ser mãe duma criança implica investir num guarda-roupa novo a cada estação (e às vezes ainda a meio da estação, que eles crescem demasiado depressa!), decidi que vou começar a partilhar aqui algumas peças que compro de marcas portuguesas. Gosto muito das Zara's desta vida, mas nada bate a qualidade e o design das nossas lojinhas nacionais. Posso adiantar-vos que os modelitos da Leonor são muito elogiados aqui por Inglaterra!

Hoje vou partilhar convosco 3 peças que mandei vir da Anjinhos Papudos e que são um sonho. A loja física é em Matosinhos, mas vendem online e enviam para todo o mundo. A dona da loja é super simpática, muito prestável e tratei de tudo com ela pelo Instagram. Estou mesmo muito fã desta lojinha!






terça-feira, 19 de maio de 2020

Sofia na Cozinha | Queijadas (super fáceis!)

Estamos na nona semana de quarentena aqui no UK e a imaginação começa-me a falhar. Já não sei mais o que fazer para não me aborrecer. Os dias parecem-me todos iguais e enormes, cada dia que começa é apenas um doloroso prolongamento do dia anterior, sem nada de novo, sem nada de excitante. Ainda bem que tenho uma filha, é a conclusão a que chego. Torna tudo bem mais cansativo, mas também mais divertido, mais... preenchido.


Outra coisa que tenho aproveitado para fazer por estes dias é experimentar receitas novas. Eu sou aquela pessoa que adora pesquisar receitas, ver fotos de pratos bonitos e guardar todas as receitas que me agradam para as experimentar quando tiver tempo. Ora, nunca tive tanto tempo para cozinhar como agora (dependendo do bom humor - ou falta dele - da Leonor), pelo que tenho deitado mãos à obra. Já fizemos pão (o homem está um verdadeiro mestre na arte da panificação, deixei a padaria ao seu encargo), carbonara de verdade (aka sem natas), bolo de limão, bolo de cacau, waffles, bolo de cenoura no micro ondas (sem açúcar!), bolo de maçã e... queijadas. Amo queijadas, nunca tinha tentado fazer porque achava, na minha ignorância, que iam ser demasiado difíceis para uma cozinheira amadora como eu. Não só são facílimas, como descobri uma receita tão boa - mas tão boa - que o homem, que detesta bolos e me deixa sempre a comê-los sozinha, já me pediu para repetir duas vezes. São maravilhosas, a sério. Cremosas e doces na dose certa, com um ligeiro aroma a limão. Não se consegue comer só uma!


Vão precisar de (estas doses rendem 12 queijadas): 
  •  200g de açúcar (experimentei com açúcar amarelo e não funciona tão bem, o melhor é mesmo o branco)
  •  2 ovos
  •  130g de farinha sem fermento
  •  50g de manteiga
  •  raspa de 2 limões (ou de 1 limão grande)
  •  500ml de leite
Preparação:


  1.  Pré-aquecer o forno a 180 graus e untar a forma para as queijadas. Eu uso as formas de muffins, mas já vi a fazer em forma de tarte ou brownie e cortarem à fatia.
  2.  Juntar a raspa dos limões ao açúcar e "amassar" com a vara de arames - este passo é muito importante para garantirem o aroma do limão. O açúcar deve ficar com um aspeto ligeiramente "empapado".
  3.  De seguida, juntar os ovos e bater bem, até terem um creme de cor clara e com algum volume.
  4. Juntar a manteiga amolecida e bater. 
  5.  Juntar a farinha e envolver bem na mistura.
  6. Por fim, adicionar o leite e voltar a misturar. Por esta altura, devem estar com uma mistura bem líquida, mas é mesmo para ser assim.
  7. Deitar a mistura nas formas (eu uso o copo medidor, porque torna o processo mais fácil, uma vez que o preparado fica mesmo bastante líquido). Podem encher as formas até ao bordo, porque as queijadas não "crescem". 
  8. Levar ao forno a 180 graus por 30-35 minutos (no meu forno são precisos os 35 minutos).
  9. Desenformar e comer! 
A nível de informação nutricional, cada queijada (respeitando estas quantidades de ingredientes) tem cerca de 180kcal, o que não é imenso para um bolo, especialmente um bolo tão bom quanto este!



segunda-feira, 4 de maio de 2020

Quartinho da Leonor

Não sei quanto a vocês, mas esta quarentena deixou-me completamente farta da minha casa. Mas farta ao ponto de me apetecer mudar tudo e de estar constantemente a fazer planos para o fazer. Planos esses que, ironicamente, só vou poder concretizar quando a quarentena acabar e a Leonor voltar para a creche, porque com ela em casa não há tempo para nada. Quero mudar os puxadores das gavetas da cómoda do meu quarto, assim como os das mesas de cabeceira, quero afixar espelhos, comprar prateleiras, quero mudar tudo na sala (é a divisão da casa de que gosto menos, porque foi o homem que escolheu os móveis enquanto cá esteve sozinho e o critério dele na altura foi "o mais barato e fácil de montar que aparecer"). 

No entanto, há uma divisão da casa onde me sinto sempre em paz, que é o quartinho da Leonor. Não ia mostrar aqui nada até estar mesmo pronto (também quero mudar os puxadores da cómoda e do roupeiro, tenho umas ilustrações que uma prima fez para afixar e mais umas coisinhas pensadas - prateleiras, molduras, etc), mas como isso não está para breve decidi que ia hoje mostrar aqui alguns pormenores. Não sou nenhuma especialista em decoração, nem pretendo fingir que o sou, mas gosto mesmo muito do quartinho dela.

A escolha duma cama Montessori não foi por ser moda, nem por ser bonito. Tivemos os nossos motivos e, se quiserem, poderei falar mais sobre isso aqui, mas não o vou fazer neste post, que não é esse o objectivo. 

Hoje só quero mesmo partilhar convosco algumas fotos. Espero que gostem!



Almofadas decorativas da cama






A cama está sempre toda "amassada" porque ela adora atirar-se para cima dela e passa lá muito tempo a brincar.

Lençóis com estrelinhas, que a Leonor adora. 


Preciso de mais almofadinhas! E de qualquer coisa para decorar a parte de cima da cama

Este é o móvel dos brinquedos. O plano é pintar cada uma das divisórias das cores das borboletas que pus na parede (verde menta, amarelo pastel e rosa). Mas não sei quando é que vou ter tempo para me dedicar a isso.

Este coelhinho que dá música foi o primeiro brinquedo que comprei quando soube que ia ter uma menina.
 Pronto, para já é isto. Hei-de partilhar os updates, assim que conseguir tratar deles. Já agora, se tiverem sugestões, são sempre bem-vindas!

Boa semana!

domingo, 3 de maio de 2020

Dia da Mãe em quarentena

Este é o meu trigésimo-primeiro dia da mãe enquanto filha, segundo enquanto mãe e primeiro que passo em quarentena. Não tenho nada de filosófico ou romântico para dizer sobre isto. Se vieram ler este texto a pensar que iam encontrar aqui algumas pérola capaz de mudar as vossas vidas, podem ir andando, antes que se faça tarde. Só queria vir aqui partilhar que hoje, pela primeira vez desde que ficámos em casa, decidimos encomendar o almoço. Foi só uma pizza, calma, que vivemos na terrinha e a maioria dos restaurantes aqui não estão a fazer entregas, mas soube-me pela vida. Comer sem ter de cozinhar foi uma rica prenda (sou só eu que acho que ando há 6 semanas a comer a mesma coisa?). E chegar ao fim e não haver uma tonelada de louça suja foi assim a cereja no topo do bolo.

Feliz Dia da Mãe! A mim, à minha mãe e a todas as mães que estão a tentar não ensandecer fechadas em casa com putos.







quarta-feira, 29 de abril de 2020

Vida em quarentena #2

Para não dizerem que só me sei queixar, fica aqui o relato duma coisa boa desta quarentena. Apercebi-me hoje de que desde o início da quarentena só devo ter mudado umas 3, 4 fraldas, no máximo. Bendito homem.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Sofia na Cozinha | As (melhores) panquecas

Nunca fui um ás da cozinha. Muito pelo contrário! Corria o ano de 2016 quando ralei uma cenoura pela primeira vez na vida (tinha eu 28 anos, se estiverem a pensar nisso). Mas, desde que a Leonor nasceu que me dediquei muito mais ao assunto e começo já a dominar umas coisas (incluindo umas queijadas de leite maravilhosas, mas isso será assunto para outro dia).

Um dos pequenos-almoços que fazemos mais vezes ao fim-de-semana são estas panquecas que vim partilhar hoje. A receita original é da Na Cadeira da Papa, mas sempre (e é mesmo sempre) que mostro as panquecas no Instagram recebo várias mensagens a pedirem a receita. Assim sendo, fica aqui por escrito!

Vão precisar de:

- 1 chávena de farinha (já fiz com farinha de trigo e com farinha de aveia e prefiro com trigo)
- 1 colher de sopa de amido de milho
- 1 colher de sopa de açúcar amarelo (também já fiz com açúcar de coco)
- 1 colher de chá de fermento
- 1 ovo
- 1 chávena mal cheia de leite/bebida vegetal (a bebida vegetal que usamos é de arroz/coco, mas já fiz com leite e funciona muito bem na mesma)
- 1 colher de sopa de manteiga

Só têm de misturar todos os ingredientes (primeiro os líquidos e de seguida os sólidos) com a vara de arames, deixar repousar 5 minutos e depois ir deitando colheradas numa frigideira anti-aderente. Truques para que as panquecas fiquem bonitas (é a pergunta que mais me fazem, a seguir a pedirem a receita):
- a frigideira tem de estar quente, mas não ponham o lume no máximo. Eu começo com médio e a meio reduzo. Se estiver muito quente, queimam rapidamente;
- eu uso uma colher de sopa para deitar a massa na frigideira, é como funciona melhor (para mim!) para que fiquem redondinhas e com um aspecto mais perfeitinho. Como faço a pensar na Leonor (mas eu e o pai também comemos) até prefiro que saiam assim mais pequeninas (rende umas 22-23 panquecas pequenas. Podem guardar no frigorífico ou congelar, que nunca experimentei, mas podem ver tudo no blog Na Cadeira da Papa, que explica isso muito bem);
- quando a massa começa a fazer bolhas está no ponto para ser virada.

A receita leva açúcar, mas é uma quantidade pequena que, repartida por cerca de 20 panquecas, fica ainda mais pequena (a Leonor come 2 ou 3 numa refeição). É bem menos quantidade de açúcar do que a que se encontra em muitos produtos para bebés e crianças (incluindo os iogurtes próprios para bebé que, na minha opinião, deviam ser banidos). Eu optei por não proibir o açúcar na alimentação da Leonor, porque não quero atribuir-lhe nenhum misticismo, nem que ela ganhe paranóias com isso. Ela come de tudo - literalmente. Adora sopa, come legumes inteiros, é doida por fruta. Muito mais depressa come a fruta ao pequeno-almoço e ao lanche do que qualquer outra coisa que lhe ponha à frente. Para nós está a funcionar bem assim, para outras pessoas funcionará de maneira diferente, podemos ser todos amigos na mesma.

Posto isto, deixo-vos com as fotografias do último lote de panquecas que fiz e que foram, como sempre, muito cobiçadas no Instagram!

Bolhinhas! Estão boas para virar



sábado, 25 de abril de 2020

Vida em quarentena #1

De que é que sinto mais falta desde que começou o lockdown?

Sinto falta de tudo. 

Sinto falta de ter rotinas. Sinto falta de ir trabalhar, de ir ao ginásio, de levar a Leonor ao parque infantil. Sinto falta de ter conversas. Sinto falta de ir ao café. Sinto falta dos almoços fora ao fim-de-semana. Sinto falta de ir ao supermercado sem achar que estou a cometer um delito grave. Sinto falta de poder marcar viagens (e sinto muita falta da viagem que ia acontecer daqui a 2 meses e que teve de ser cancelada). Sinto falta de ter quem limpasse a casa por mim (#dontjudge). 

Gostava tanto da minha vida e nem sabia.