terça-feira, 20 de outubro de 2020

Bolo Red Velvet (com cobertura de queijo creme) e os meus 32 anos

Dia 28 de setembro fiz 32 anos. Este ano não pude festejar como gosto - a viajar - mas queria assinalar a data de alguma maneira. O homem tirou o dia de folga (antes que nos atirem pedras por tirarmos uma folga no meu aniversário, lembrem-se que estamos quase no fim do ano e só gastámos 5 dias de férias até agora) e decidimos levar a Leonor ao Birdworld, um parque aqui onde moramos, para passarmos um dia diferente e em família. Além disso, este ano meti na cabeça que ia fazer um bolo red velvet. Não podia ser um red velvet qualquer, tinha de ser perfeito e revestido a cobertura de queijo creme igualmente perfeita.

Depois de alguma pesquisa e várias opiniões de entendidos em pastelaria, decidi seguir esta receita. O veredicto? Ficou perfeito. Per-fei-to. Melhor red velvet da vida! Estou a salivar só de me lembrar. Deu trabalho - não é a receita mais rápida de sempre - mas vale a pena. Para quem tem minis em casa, como eu, e não consegue estar na cozinha sem ser interrompida, aconselho a fazer o bolo de véspera e no dia fazer apenas a cobertura.

Como sou vossa amiga, vou deixar-vos aqui a receita traduzida para português (usei ligeiramente menos quantidade de ingredientes na cobertura que a receita original, mas acreditem que continua a ser um bolo carregado de açúcar e delicioso!). Não é light, não é saudável. Mas o meu aniversário só acontece uma vez no ano. Ah, e já mencionei que o bolo ficou perfeito? Porque ficou.

Sem mais demoras, aqui vai!

Ingredientes para o bolo:

  • 345g de farinha para bolos
  • 1 colher de chá de bicarbonato de soda
  • 2 colheres de sopa de cacau em pó puro
  • 1/2 colher de sopa de sal
  • 115g de manteiga sem sal, amolecida a temperatura ambiente
  • 400g de açúcar granulado
  • 1 chávena de óleo vegetal
  • 4 ovos grandes - separar as gemas das claras
  • 1 colher de sopa de extrato de baunilha puro
  • 1 colher de chá de vinagre branco destilado
  • corante alimentar vermelho líquido ou em gel
  • 1 chávena de leitelho a temperatura ambiente
Ingredientes para a cobertura:
  • 350g de queijo creme gordo, amolecido a temperatura ambiente (eu usei uma embalagem grande de Philadelphia)
  • 130g de manteiga sem sal, amolecida a temperatura ambiente
  • 500g de açúcar de confeiteiro
  • 1 colher de chá e meia de extrato de baunilha puro
  • 1 pitada de sal
Instruções:

  • Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar 2 formas de 22cm de diâmetro ou 1 forma de 40cm
  • Misturar a farinha, o bicarbonato de soda, o cacau e o sal numa taça grande. Reservar.
  • Com uma batedeira, misturar a manteiga e o açúcar em velocidade média-alta até estarem bem misturados (cerca de 1 minuto). Convém usar uma espátula para ir "empurrando" o açúcar e manteiga dos lados e do fundo da taça para que fiquem bem misturados. Adicionar o óleo, as gemas, a baunilha e o vinagre e misturar a velocidade alta por 2 minutos. Mais uma vez, usem a espátula para ir raspando a taça e assegurar que fica tudo bem misturado.
  • Com a batedeira a baixa velocidade, juntar os ingredientes secos. A cada 2-3 adições dos secos, fazer 1 adição de leitelho. De seguida, juntar 1-2 colheres de chá do corante alimentar (ou a quantidade desejada; pessoalmente, não usei suficiente para a cor que queria, mas o sabor estava lá todo!)
  • Bater as claras em castelo e adicionar gentilmente à massa do bolo, sem bater. A massa deve ficar sedosa e ligeiramente espessa.
  • Deitar a massa nas formas e levar ao forno (30-32min para as formas pequenas; 10min extra para a forma grande). Façam o teste do palito para confirmar que está pronto. Se tocarem na superfície do bolo, ele deve "spring back" (desculpem, mas estou a ter dificuldade em arranjar uma boa tradução para esta expressão)
  • Para a cobertura: numa taça grande (eu usei a da batedeira), misturar o queijo creme com a manteiga a velocidade média-alta até obterem uma consistência macia, por cerca de 2 minutos. Juntar o açúcar de confeiteiro, a baunilha e a pitada de sal e bater a baixa velocidade por 30 segundos. Aumentar para alta velocidade e bater por cerca de 3 minutos até estar bem homogéneo e cremoso. Juntar mais açúcar se estiver demasiado fina ou mais sal se estiver demasiado doce. A cobertura deve estar macia, mas não escorregadia.
  • Os bolos devem estar completamente arrefecidos antes de colocarem a cobertura. Se tiverem feito 2 bolos, cortem uma fina camada do topo dos bolos com uma faca serrilhada para ficarem com uma superfície plana. Cobrir um dos bolos com a cobertura, colocar o segundo bolo em cima e cobrir com o resto da cobertura. Podem desfazer a massa que cortaram em migalhas e colocar por cima da cobertura. Se, como eu, fizerem só um bolo maior, então é só cobrir. Se vos sobrar cobertura, podem congelar - conserva-se até 3 meses no congelador.
  • Bom apetite!



segunda-feira, 5 de outubro de 2020

St Leonards (Parte II) - Sofia em Passeio

Parece um pouco estranho falar agora de férias de verão. Agora, que já é outono e um outono que mais parece inverno. Eu adoro o outono, já disse aqui várias vezes que é a minha estação do ano preferida, mas 2020 até isso me roubou e passámos diretamente do verão ao inverno. Enfim. 

Mas voltando às minhas férias de verão, ainda ponderei se faria sentido escrever este post. Mas, tendo em conta que este blog é sobretudo para mim e o Natal é quando o homem quer, então o post das férias de verão pode bem ser quando eu quero.

Peço desde já desculpa pela possível falta de qualidade do mesmo, mas estou a escrever com a Leonor ao colo (e a agradecer a todos os santos por ter um trabalho que não me permite trabalhar a partir de casa).

Já aqui expliquei o quanto a nossa semana de férias em Inglaterra nos fez bem, não me vou repetir sobre isso. Vou antes deixar-vos com mais algumas fotos, que tem sempre muito mais piada.

Esta foto linda que foi partilhada na página da marca da roupa da Leonor: podem ver aqui


Os penhascos de giz, onde estivemos cerca de 10 minutos, porque não é, de todo, um bom sítio para passear com crianças que não param quietas
A verdadeira legenda para esta foto é: borrada de medo








Que levante a mão quem, alguma vez na vida, ouviu a sua mãe dizer "come antes um Mini Milk, que é geladinho de leite"



O verdadeiro retrado da mulher moderna 

Café até de férias é preciso



A filha lidera e o pai vai atrás, que é o remédio que tem




Trouxemos daqui o melhor Fish and Chips que já comi

E no último dia levámos a Leonor a andar neste comboio em miniatura. Foi um sucesso. E tivemos direito a birra monumental quando acabou, obviamente.

Para o ano há mais!


terça-feira, 18 de agosto de 2020

St Leonards (Parte I) | Sofia em Passeio

2020 não está a ser nada do que nenhum de nós tinha planeado e isso inclui, também, os planos que todos tínhamos feito para o verão. Por aqui, tínhamos marcado uma semana de férias a 3 em Junho e 2 semanas em Portugal em Agosto. A semana de férias em Junho deu para adiar para Junho de 2021, as semanas em Portugal é que, com a imposição de 2 semanas de quarentena no regresso, tiveram mesmo de ser adiadas não sabemos para quando (mas esperamos que ainda dê para lá ir antes do fim deste ano - fingers crossed). A quarentena é especialmente impeditiva para mim, que não posso mesmo trabalhar de casa, o que me ia obrigar a tirar um mês inteiro e isso não é possível. Como eu costumo dizer: 2020 sendo 2020.

Posto isso, e porque não me deixam acumular dias de férias dum ano para o outro, decidimos tirar uns dias para fazer uma staycation. Foi tudo decidido muito em cima da hora, só sabíamos que queríamos um destino à beira-mar. Depois de algumas (pouca) pesquisa, acabei por alugar um apartamento que parecia porreiro, dizia ser perto da praia e lá fomos nós. 

Importante dizer que íamos com zero expectativas. Achávamos que a praia ia ser péssima (por algumas razão os ingleses preferem as praias em Portugal, né?), ou que o tempo ia estar horrível (esteve a chover na semana anterior às nossas férias) ou que, na improvável hipótese de que a praia fosse boa e estivesse um tempo decente, ia estar demasiado cheia de gente e não íamos poder ir. Mas pouco importava, precisávamos mesmo de sair daqui de casa por uns dias e de mudar de paisagem. 

Posso dizer que tivemos uma sorte do caraças. Foi uma semana abençoada. A praia era ótima, nunca apanhámos demasiada gente (chegámos, aliás, a tê-la só para nós!) e as temperaturas andaram à volta dos 30 graus. Único defeito da praia é que tinha mais pedras que areia, por isso tínhamos de andar sempre calçados (inclusivamente na água), ou era um ai-ai-os-meus-ricos-pezinhos. Mas até a temperatura da água surpreendeu! Mar calmo, sem uma única onda digna desse nome, e a uma temperatura super agradável. Fui criada no Norte de Portugal, estou habituada a água gelada. Mas gelada mesmo, daquela que uma pessoa ao fim de 5 segundos minutos sente dores até aos ossos. Achava mesmo que aqui fosse semelhante - mas não! Consegui estar horas seguidas na água com a Leonor sem ter frio. 

Foi uma semana fantástica e tenho imensas fotos para o comprovar. Vou deixar-vos hoje com a primeira parte e voltarei com mais, prometo. Já agora, não se esqueçam de nos seguir aqui no Instagram para estarem sempre em cima do acontecimento.




Detalhe do apartamento onde ficámos

Primeira manhã de praia. Chegámos suuuuuper cedo, graças ao despertador Leonor.







Foram horas na água. Ela não se cansa e, felizmente para ela, eu também não.











Pegadas da Leonor








Até o meu fato-de-banho foi uma compra de última hora, mas acabei a gostar bastante dele


A minha filha a estudar a fauna local




Vestido mais giro e confortável da vida


Passeios a 3


Fugia para a água tão depressa que nem tínhamos tempo de lhe tirar a roupa





domingo, 9 de agosto de 2020

Sofia na Cozinha | Pão de banana com pepitas de chocolate

Terça-feira foi um dia chato. A Leonor acordou de manhã cheia de tosse - nós sabíamos que muito dificilmente seria Covid-19 mas, por uma questão de precaução (e para a podermos mandar para a creche), tivemos de marcar um teste. Enquanto esperávamos pelo resultado (que chegou bastante depressa, felizmente), começou a instalar-se a dúvida. E se? E se desse positivo? Acabei por ficar tão angustiada com essa possibilidade que fui para a cozinha, abri o frigorífico e vi 2 bananas a precisarem de ser usadas, sob o risco de acabarem no lixo, e decidi inventar uma receita de pão de banana. Se o mundo precisava mesmo de mais uma receita de pão de banana? Tenho a certeza que não, que é coisa que não falta para aí. Mas pronto, fiquem lá com mais uma, que até é relativamente saudável (atenção que eu disse saudável e não light).

Ingredientes:

  •  2 bananas bem maduras
  •  6 colheres de sopa de claras (ou 2 ovos inteiros)
  •  2 colheres de sopa de xilitol (podem substituir por uma maçã madura)
  •  1 colher de sopa de azeite
  •  1 chávena de farinha
  •  50g de amêndoa ralada
  •  2 colheres de chá de fermento
  •  1 colher de café de canela
  •  2-3 colheres de sopa de leite ou bebida vegetal 
  •  2 quadrados de chocolate negro (opcional para um extra de gulodice)
Como fazer:

  •  Pré-aquecer o forno a 180 graus e untar uma forma de bolo inglês (arranjem uma de silicone, que não precisa de ser untada!)
  •  Juntar as bananas partidas em bocados, o xilitol (ou maçã ralada), o azeite e triturar com a varinha mágica. 
  • Numa taça, juntar a farinha com o fermento, a amêndoa e a canela e misturar.
  • Juntar o puré com a mistura de farinha e envolver bem. Adicionar 2 a 3 colheres de sopa de leite, consoante a textura pretendida.
  •  Cortar 2 quadrados de chocolate em negro em lascas pequenas com uma faca de cozinha e envolver na massa.
  •  Deitar na forma e levar ao forno a 180 graus por 35 minutos.

Aqui em casa adorámos. Se alguém experimentar, espero que adorem também!