domingo, 23 de abril de 2017

Resumo dos últimos dias

Olá, pessoas! Estou de volta aqui ao estaminé, que esteve bem parado durante esta semana que passou. Os que seguem o instagram do blog, puderam ver os meus dias por Paris, pela Disney e, depois, por Portugal. Fiz um esforço grande por fazer o máximo de instastories possível, para terem muito de Paris para ver, espero que tenham gostado. A quem não segue o instagram e achou que eu tinha sido raptada por aliens: sosseguem, eu estou viva e de saúde! 

Estes dias foram de tudo, menos de descanso. Mas soube-me bem desligar um bocado. Do trabalho, do blog, enfim, da rotina. Fiz muitos quilómetros a pé em Paris e na Disney, dormi pouco, fiz muitaaaaas compras para a nova estação (quem quer ver?), comi o que me apeteceu (tive sorte e fartaram-se de me cozinhar peixe fresco em Portugal! Que saudades que eu tinha), fui correr na marginal do rio Douro (e esqueci-me das sapatilhas em Portugal... alguém me explique como é que vou fazer para treinar agora, que tenho umas sapatilhas em Inglaterra e umas em Portugal?) e pronto, já estou de volta a Troyes e à minha casinha, pronta para passar as minhas últimas 4 semanas aqui. Pois é, são só mais 4!

Quanto a fotos dos meus últimos dias por Paris, elas vão chegar. Vou tentar não pôr imensas, porque já falei de Paris várias vezes aqui, mas vou partilhar algumas na mesma, até porque desta vez há coisas novas para mostrar. Não prometo é que cheguem em breve, porque estou a dever muitas horas à cama e o trabalho vai continuar uma loucura e com tendência a piorar até ao último dia.

E vocês, que têm andado a fazer? Que tal a vossa Páscoa? Comeram muito ou mantiveram-se no foco? Contem-me tudo.


sábado, 15 de abril de 2017

Um fim-de-semana diferente

Eu sei, eu sei que tenho andado ausente. Ausente aqui do blog, ausente dos vossos blogs e não tenho, sequer, respondido aos comentários. Mas, acreditem quando vos digo que tenho andado exausta e sem disposição. Nem tanto pela mudança, mas porque os meus pacientes entraram em pânico quando eu disse que ia embora e querem todos acabar os tratamentos comigo antes de eu ir. Tenho começado a trabalhar antes das 8h da manhã e ido até às 18h (às vezes, mais tarde), com meia hora para almoçar pelo meio. Conseguir uns minutos entre consultas para ir à casa-de-banho tem sido um luxo ao qual não tenho tido direito todos os dias. Quase que parece que voltei a trabalhar em Portugal (ah ah ah).

Posto isto, estava mesmo a precisar duns dias de descanso. Este fim-de-semana vou estar em Paris com a minha mãe e com a minha irmã, que me vêm visitar. É a primeira vez da minha irmã em Paris e já planeei uns dias super preenchidos para nós. Entretanto, depois sou eu que vou embora com elas para Portugal. Acho que uns dias em casa me vão fazer bem.

Já sabem que a melhor maneira de acompanhar o que se vai passando é no instagram, apareçam por lá, que este fim-de-semana vai ser animado!

Uma óptima Páscoa a todos!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A Saga das Mudanças #3

Já por várias vezes professei aqui o meu amor por tudo o que é questão burocrática. Ora, sendo dentista, toda a minha vida profissional gira à volta de burocracias, contrariamente ao que possam pensar. E a coisa começa pela simples razão de que, para poder exercer, tenho que estar inscrita numa Ordem. E a dita Ordem pede papéis (e dinheiro. Muito dinheiro). E papelinhos e fotocópias autenticadas no notário e provas de que falamos a língua do país em questão e registos criminais e todo um mar de coisas, assim como versões traduzidas de todo esse mar de coisas.

Estou, no presente momento, a tratar da minha inscrição na Ordem no Reino Unido. Estava eu a pensar que eles iam implicar com o facto de eu não ter feito o IELT's e só ter um papelucho do British Council a dizer que fui fazer um exame de diagnóstico e me deram o nível C1 (fiquei muito orgulhosa de mim mesma), mas não, passaram completamente ao lado disso e mandaram-me um e-mail a pedir, apenas, duas coisas:
  1. fotocópia do passaporte a cores e autenticada por um notário 
  2. o meu diploma original ou uma cópia autenticada por um notário
Em relação ao primeiro ponto, não percebo bem qual será o objectivo, uma vez que a fotografia do passaporte é a preto e branco, o que acentua ainda mais o meu ar de refugiada (alguém sabe como fazer para ficar bem na fotografia do passaporte???). Ora, com a fotocópia a cores a única coisa que muda é que há letrinhas a preto que passaram a azul e a cor da página mudou de branco para um verde meio amarelado. Mas, tudo bem, regras são regras e esta era fácil de resolver.

Já a segunda, nem por isso. Quando vim para França há 3 anos atrás, cometi o erro crasso de enviar o diploma original e não uma cópia autenticada (já agora, fica a dica: nunca façam isto) e agora preciso do original para mandar autenticar a cópia que tenho. Mas, pensei eu que não havia problema, que aqui só havia pessoas responsáveis e não iam perder coisas tão importantes. Pois. 

Liguei para a Ordem francesa, cuja secretária me explicou que nunca guardam os originais, tiram cópias e mandam-nos de volta para a clínica. Fui à clínica, pedi à responsável se o podia ter de volta e, depois de toda uma saga, fomos ver o meu "dossier" (entre aspas porque aquela pasta é uma anedota recheada de e-mails impressos só para não dizerem que está vazia) e, surpresa, surpresa: não estava lá nada. Nem a fotocópia do cartão de cidadão, nem registo criminal, nem diploma, nem nada. Perderam tudo. Tu-do. E a senhora que estava à minha frente (e cuja função nem imagino qual seja) só me conseguia dizer "ah, que estranho, que estranho" e eu, que não achei nada estranho, só desesperante, reuni todas as minhas forças para manter a calma e disse "pronto, paciência, não tem mal. Só tenho que voltar a pedir à faculdade que me faça outro" e pagar, acrescentei para mim mesma. Pois que, quando digo isto, a senhora faz um grande sorriso e diz "Olha, óptima ideia! E já agora, quando fizeres isso, podes voltar a tirar fotocópias para nós? É que dá sempre jeito ter isso no dossier".

Oi? Mas estão a gozar comigo? Perdem-me tudo, nem sequer se apercebem disso durante os 3 anos que trabalhei aqui e, agora que tenho que voltar a pedir as coisas, 3 anos depois, ainda vou perder tempo a voltar a fazer fotocópias para substituir o que nunca devia ter desaparecido?

Sorri, disse que sim, com certeza, mas podem esperar sentadinhos. Se não precisaram de nada até agora, não é depois de eu ir embora que vão precisar. 

E é isto a minha vida, actualmente: papéis, papéis, papéis. Se não ficar louca até ao fim desta mudança, vai ser uma sorte. Um dia ainda me vou conseguir rir disto tudo. Um dia.

domingo, 9 de abril de 2017

Product Review | BarePro by Bare Minerals

Olá pessoas!

Que tal estão a correr esses domingos? Por aqui, foi maravilhoso. Dormi até mais tarde, tomei o pequeno-almoço nas calmas, vi um filme, almocei, treinei, fui passear e aproveitar o sol fantástico que esteve hoje e, agora que estou aqui à espera do meu jantar (sushi, what else?), decidi vir aqui ao blog falar-vos dum produto que entrou recentemente na minha vida, mas que já me deixou rendida.

Estou a falar de quê? Da base BarePro da bareMinerals. 

Na minha última visita à Sephora, dei de caras com ela e decidi arriscar tudo e comprá-la. Nunca tinha comprado uma base em pó e estava um pouco receosa, apesar de ter gostado dela quando a experimentei na loja. 



A base promete deixar respirar a pele, ter uma cobertura "buildable" (não sei como dizer isto em português, mas vocês sabem o que quero dizer. Basicamente, podem ir adicionando produto para atingirem o grau de cobertura que pretendem), ser de longa duração, ter um acabamento natural, uma textura suave e ainda é enriquecida com vitaminas e minerais. 

Comprei a cor Natural 11 e experimentei logo no dia a seguir a ter comprado. A base traz um aplicador em esponja, que eu experimentei, mas mudei logo para o pincel, que acho que faz um trabalho muito melhor.






Qual é a minha opinião? Adoro. Acho que faz tudo o que promete. Não substitui a minha Teint Miracle, da Lancôme (que eu adoro de paixão, mas que tem demasiada cobertura para usar no dia-a-dia), mas é mesmo muito boa. Não pesa na pele, até me esqueço que estou a usar base. Consigo obter facilmente uma boa cobertura, gosto do acabamento (apesar de ser em pó, não tem um acabamento demasiado mate, que eu detesto) e dura o dia todo, mesmo com a máscara (a maior inimiga da minha maquilhagem). Estou mesmo contente com esta compra e algo me diz que, quando esta chegar ao fim, vai ser substituída por outra igual.




quarta-feira, 5 de abril de 2017

La Vie en France | Os mais belos contos de uma lavandaria

Os meus 3 anos em França davam para escrever um livro. Não, minto. Os meus 3 anos em França davam para escrever uma enciclopédia de 12 volumes com direito a edição de capa dura.

Vamos a mais uma história? Vamos, pois.

Há muito pouco tempo, numa sexta-feira nada longínqua, aqui o ser humano saiu do trabalho, tarde, como sempre e, munida de muita força de vontade, arrastou-se até à lavandaria self-service para tratar da roupa e adiantar serviço que, de outra forma, ficaria para o fim-de-semana. Se há coisa pela qual estou ansiosa com a mudança, é por deixar de ir à lavandaria e poder lavar a roupa em casa. Eu podia ter investido numa máquina mas, como não sabia quanto tempo ia viver em Troyes, acabei por não o fazer e ainda bem, que agora era mais uma tralha da qual teria de me livrar.

Pois bem, já estava a roupa lavadinha e seca e estava eu a tirá-la da máquina de secar para a guardar quando ouço, atrás de mim, a porta a abrir-se e alguém entra. Aqui em França, de cada vez que se entra ou sai de algum lado tem que se cumprimentar as pessoas que lá estão, portanto, não fiquei nada admirada quando me disseram boa noite e continuei na minha vida de dobrar meias.

"Será que podemos conversar 2 minutos?", foi a pergunta que o senhor indivíduo me fez logo a seguir. Virei-me para o encarar e dou de frente com um homem, de 30 e poucos anos, que a julgar pelo aspecto e pelo sotaque devia ser croata ou albanês, ou qualquer coisa por ali. 

"Conversar? Eu estou com um bocado de pressa", disse eu.

Senhor indivíduo não se dá por vencido e continua "são só mesmo 2 minutos. Eu só queria conversar um bocadinho contigo, porque agora, sabes como é, uma pessoa tem de tentar conversar antes de perguntar a uma rapariga se quer fazer aquilo que... aquilo que se faz, sabes, para fazer crianças."

* Pausa para a Sofia interiorizar aquilo que tinha acabado de ouvir e fazer o ar mais chocado da história da sua vida. Perante o ar completamente confuso - e chocado - o senhor decide explicar-se ainda melhor.*

"Percebeste? Percebeste? Fazer bebés?" e a esta afirmação junta-se o gesto com as mãos a imitar a barriga das grávidas. 

Há uns anos atrás, isto teria sido o suficiente para me deixar em pânico e, quiçá, à beira das lágrimas mas, desta vez, só me deu vontade de rir às gargalhadas, reflexo contra o qual lutei com todas as minhas forças, não fosse ele levar a mal e partir para a agressão. Assim sendo, disse só que se o assunto da conversa era esse, então não ia haver conversa nenhuma, arrumei as coisas todas o mais depressa que pude e saí. Sei que ele ainda me seguiu durante um bocado mas, como havia bastante gente na rua, acabou por desistir ao fim de uns minutos e seguiu com a vida dele, deixando-me livre para seguir com a minha. Não posso dizer que tenha tido medo, havia mesmo muita gente na rua e em momento nenhum ele se tentou aproximar demasiado, mas pronto, não deixou de ser uma situação caricata e que espero que não se repita num futuro próximo. Nem distante, a bem dizer.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Perguntas de salto e respostas de alto #6

Pois bem, há pouco tempo era eu a entrevistada e agora mudei para o papel de entrevistadora. Hoje, nesta rubrica (que tem estado adormecida, mas nunca esquecida) trago-vos uma entrevista à Tiffany, do blog Ukuhamba (se ainda não seguem, toca a tratar disso!).

A Tiffany deve ser das pessoas mais simpáticas e prestáveis que alguma vez "conheci". As aspas estão ali porque só a conheço deste mundo dos blogs, mas já me sinto à vontade para dizer que a conheço. Pessoas, estamos a falar de alguém que, quando lhe pedi ajuda para planear as minhas férias, chegou a casa à noite e andou a fotografar, página a página, o guia de viagem que tinha sobre o destino em questão para me mandar. E, entretanto, eu tive que mudar os planos, mas já fiquei com informação suficiente para quando realmente lá for!

E porque é que eu lhe pedi ajuda com o tópico das férias? Porque aqui a nossa amiga já trabalhou como hospedeira de bordo e, claro, tem o bichinho das viagens (e já fez bastantes!).

A Tiffany foi hospedeira de bordo durante 2 anos, sendo que durante esse tempo viveu em Doha, no Qatar. Sim, leram bem, no Qatar. Diz que não passava lá muito tempo, mas que conhece de cor a cidade e que se habituou aos seus costumes. Apesar de adorar a sua (ex-)profissão, acabou por voltar para Portugal,a pedido do namorado e porque as saudades eram muitas.

Vamos à entrevista? 'Bora lá.

1 - Quando é que saíste de Portugal? E quando é que voltaste?

Na verdade, se remontarmos à minha infância, eu não saí de Portugal para voltar! Eu vim para Portugal! Passo a explicar: para além de emigrante, eu sou filha de emigrante.
Nasci em França e vim para Portugal quando tinha 5 anos. No fundo, foi a vida que assim o ditou; porque voltar para Portugal, naquela altura, não foi uma decisão pensada dos meus pais: o meu avô faleceu e a família decidiu voltar toda para Portugal.
Talvez seja este o motivo pelo qual eu sempre disse que não me importava de emigrar, mas que assim que os meus filhos tivessem 5/6 anos, queria voltar. Isto porquê? Porque adoro o nosso país e porque sou da opinião que não há melhor sitio para educar os nossos filhos do que aqui.
Respondendo, finalmente, à questão: saí de Portugal em Março de 2013 e voltei em Dezembro de 2015. Não cheguei a estar fora 2 anos; mas foram uns quase 2 anos muito intensos, de muita saudade e muita aprendizagem.

2 - O que te levou a tomar a decisão de sair?

Na altura a minha vida estava de pernas para o ar: o meu contrato terminara e as ofertas que me apareciam eram muito abaixo do valor a que estava habituada (bem sei, a crise… mas eu não estava com vontade de renunciar à minha qualidade de vida!) e, mais ou menos na mesma altura, a minha relação terminou. Portanto, eu vi-me num daqueles momentos em que precisamos de uma mudança radical. Sair do país sempre foi uma hipótese para mim e nunca vi isso com maus olhos.
Portanto, uma noite, a mãe de uma amiga minha disse “Porque não concorres a hospedeira de bordo? És gira, falas várias línguas e tens disponibilidade para sair da tua zona de conforto!”
Isto podia ter sido apenas uma frase, mas a verdade é que cravou uma semente dentro de mim! E assim foi: procurei companhias aéreas, enviei o CV e fui à entrevista. E… o resto já vocês perceberam! 

3 - A saber o que sabes hoje, voltavas a tomar a mesma decisão?


Sem dúvida! Aliás, se soubesse o que sei hoje teria ido assim que saí  da universidade. Quando as meninas me perguntam, eu digo sempre “ser hospedeira de bordo não é um emprego para a vida, mas é uma experiência para a vida”. Portanto teria ido imediatamente a seguir à universidade, teria passado talvez uns 10 anos a trabalhar como hospedeira de bordo. Os primeiros 5, se calhar, a aproveitar para visitar e conhecer o mundo inteiro e os restantes a poupar para voltar para o meu lindo país. Mas esta é a minha forma de ver as coisas.

4 - Descreve a tua experiência no estrangeiro em 5 palavras:

Aprendizagem; Auto-conhecimento; Cultura (diferença cultural); Comida; Experiência (muito positiva)


5 - 3 coisas (coisas, não pessoas) que terias levado de Portugal, se pudesses:

Teria? Mas eu levei! :P
1.   A minha foto de quando era bébé: pode parecer egocêntrico (e se calhar é), mas onde eu estou, essa foto está. Gosto de pensar que é para me lembrar de quem sou na realidade!
2.      Um álbum de fotos da minha família e amigos mais chegados
3.      Bacalhau! Quer dizer, eu cheguei a levar bacalhau numa das vezes que vim cá, mas a minha mala ficou a feder durante tanto tempo, que não voltei a repetir a brincadeira! 

6 - Em que é que sentiste que a tua vida mudou, para melhor e para pior, com a mudança? E com o regresso para Portugal?

Obviamente, a minha vida mudou radicalmente. Fui viver para um país completamente diferente, com um clima rigoroso (50ºC é dose!). Saí uma única vez com essa temperatura e pensava eu que ia à lavandaria, que era a 300 metros, se tanto. Pois, só que não! Assim que cheguei ao portão do condomínio voltei para trás! Estava bem vestida, coberta, mas com roupa fresca (sempre fui muito discreta e respeitei os hábitos e costumes locais) e com chapéu de abas mas, mesmo assim, senti o corpo todo a arder e o início de uma dor de cabeça! Percebi que para fazer 50 metros precisava de um táxi! 
Portanto, estava eu a dizer que fui viver para o Médio Oriente: clima, cultura, hábitos e costumes, tudo diferente! Se a minha vida mudou? Radicalmente! Se me adaptei? Perfeitamente.
Claro que eu não passava muito tempo em Doha; porque andava sempre a viajar, mas gostava muito da cidade.
Mudança para pior? O pior mesmo eram as saudades, o saber que aos domingos a minha família estava toda junta e eu não estava aqui para assistir, para rir e para brincar com eles. O saber que (principalmente) os meus pais estavam a sofrer com a minha ausência e que, apesar de estarmos sempre em contacto, eles viviam preocupados!
E, também, pelo simples facto de não ver os meus pequeninos (primos) a crescer cada centímetro! Mesmo estando cá, não estou com eles tanto quanto gostaria, mas se há coisa que me apaixona, é olhar para eles de semana a semana ou, às vezes, mais e ver diferenças (na altura, no cabelo, nos dentes, na evolução, na forma de pensar, em tudo!).
Ah e claro… os meus bichinhos! Na altura, era “só” o Spy (o meu cão) e as gatinhas! Claro que falava de vez em quando com o Spy pelo Skype… mas não era a mesma coisa!

Desde que voltei? Bem, a minha vida mudou, novamente, de forma radical! Voltei para casa dos meus pais, com os prós e os contras que isso acarreta! E, atenção, dou-me imensamente bem com eles, mas… quem é extremamente independente precisa, sem dúvida, do seu espaço! Adoro a minha mãe, mas até a forma como lavamos a loiça é diferente

E, claro, em termos profissionais a minha vida também mudou muito! Abracei um novo projecto, numa área totalmente diferente, e a verdade é que estou a adorar!
E iniciei também o blogue que, mais que um projecto, é um bébé! Que vejo a crescer de dia para dia, o que me delicia e deixa maravilhada!
O pior? Bem, o pior mesmo é já não ganhar tanto como estava habituada… ups! E sinto falta das viagens; de estar em constante movimento e aprendizagem.


7 - Um conselho que darias a ti própria, se pudesses voltar atrás no tempo:

Acabei por responder a esta questão, na pergunta numero 3 : Ir mais cedo. Terminar a universidade e ir logo! 

8 - Um conselho para a nossa geração ( e para as futuras) dentro e fora de Portugal:

Posso dar 2?
Para todas as pessoas em geral: sejam mais tolerantes e menos preconceituosos, respeitem as diferenças e respeitem cada individuo. O mundo é pequeno, mas cabemos cá todos!

Para a nossa geração (num âmbito mais profissional): Não se foquem tanto na vossa área de formação. Abram asas e abram horizontes. Saiam da vossa zona de conforto, quer a nível de área de estudo/trabalho, quer em termos de mudança de país!

9 - O que achas essencial mudar em Portugal?

Mentalidades!
Somos um povo magnífico, grandioso. Somos considerados por esse mundo fora como trabalhadores, honestos e, acima de tudo, desenrascados! (Também sabem que somos forretas e olhem que eu adorava isso, porque jogava muito a meu favor em mercados árabes!)
É verdade, somos mesmo grandiosos!!!
O que eu proponho é que nos foquemos mais no que podemos e conseguimos, do que no que não temos ou não podemos!

10 - Onde te vês daqui a 5 anos? E daqui a 10?

Em Portugal!
Em Portugal!
Sou empreendedora, voltei para batalhar. Se tenho a sorte de poder investir? Não! Tenho a força e a coragem de ter ido para fora para poder voltar mais forte, mais estruturada e com vontade de lutar!
Não é sorte ter emigrado! Foi vontade de vencer!
Não é sorte poder criar a minha empresa! É vontade de fazer mais!
E, já agora... também não é azar quando bato com a cara na parede, quando o cliente não quer, quando o orçamento é elevado demais, ou até quando perco horas e horas a aprender algo que, se calhar, outra pessoa faria em 10 minutos! É apenas a vida a mostrar-me que tenho de continuar a batalhar. E assim farei!

E, agora, para acabar a entrevista, deixo-vos a pequena nota final, da autoria da Tiffany:

Sofia e leitores, desculpem se esta entrevista foi “filosófica”. Sou, sim, uma romântica, recheada de sonhos e esperanças. Mas, sou também uma batalhadora armada com valores  e ideologias. E, à medida que fui respondendo às tuas questões, fui transparente e sincera. Sei, também, que mostrei muito mais do que a Tiffany que mostro no blogue! Mas... às vezes faz falta despir-mo-nos das nossas máscaras e personagens e ter uma conversa séria! J Não que a maquilhagem não seja um assunto sério! :P

Um beijinho grande e obrigada pela oportunidade.

Ora essa, eu é que agradeço! Foi uma grande entrevista, que adorei ler e escrever e que tenho a certeza que quem está desse lado a ler, também vai adorar! Agora, deixo-vos com as fotos de Doha, que a Tiffany me mandou e que me surpreenderam, porque não era de todo o que eu estava à espera! Podem ler mais sobre a cidade aqui e aqui.














segunda-feira, 3 de abril de 2017

Parabéns, avó!

Continuando na saga dos aniversários em Abril, hoje é a minha avó materna que está de parabéns! 80 anos e continua aí para as curvas!

A minha avó é, sem dúvida, o meu role model. É a pessoa mais inteligente, mais bem formada, com a mente mais aberta que conheço. É o meu pilar, é a única pessoa com quem sempre pude contar, mesmo quando não pude contar com mais ninguém.

Se hoje sou o que sou, devo-o à minha avó. Se acredito no que acredito, se defendo o que defendo e se vivo como vivo, é porque ela me deu a mão quando eu mais precisei e porque me salvou. Salvou-me dos outros e, sobretudo, de mim própria. Teve paciência, viu-me a fazer asneiras atrás de asneiras e manteve-se sempre do meu lado, sem vacilar.

Não há adjectivos suficientes no mundo para descrever o ser humano incrível que é a minha avó e não consigo, sequer, imaginar um mundo sem ela.

Sobreviveu a uma vida universitária numa altura em que o mundo do ensino superior era constituído maioritariamente por homens, passou por uma guerra, sobreviveu às mais variadas tempestades, que fazem parte da vida, mas não deixam de ser tempestades. Sobreviveu a mim, ao meu mau feitio, à minha capacidade incrível de explodir por coisa nenhuma e nem sequer pestaneja quando confrontada com o meu mau humor. Bem, para ser sincera, o mau feitio corre na família, tenho a certeza que ainda vão descobrir o gene responsável por isso. 

Sei que ela descobriu aqui o blog recentemente, graças ao meu tio. Por isso, avó, espero que estejas a ler isto. És das pessoas mais importantes da minha vida. Gosto muito de ti e vou sempre estar aqui para ti, assim como sempre estiveste aqui para mim.