terça-feira, 21 de março de 2017

Sobre os companheiros de viagem

Uma viagem tem tanto para correr bem, como para correr mal, dependendo de quem vos acompanha. 

Pessoalmente, uma das coisas que mais me deixa ansiosa quando tenho alguma viagem para fazer é imaginar o tipo de pessoas com quem vou ter de levar. É que se calha de irmos acompanhados por representantes do demónio, não há para onde fugir! Uma pessoa tem de gramar a viagem toda, num espaço fechado, durante horas. Um pesadelo, portanto.

O meu top pessoal de coisas que não suporto são:

  • pessoas que falam alto ao telefone e/ou em geral
  • pessoas que me tentam roubar o lugar à janela
  • crianças aos gritos
  • crianças aos pontapés nas costas do meu assento
  • crianças em geral
Pois que hoje tive um tipo novo de companheiro de viagem e que vai directamente para o topo da lista supracitada! 

Estava eu sentada e sossegada dentro do Eurostar, no meu lugar à janela (óbvio) e sem ninguém no assento do lado (perfeito) quando, já depois do comboio ter arrancado, chega um senhor e ocupa o lugar ao lado do meu. Fiquei um pouco irritada, mas pronto, estava plenamente consciente de que era só o meu mau feitio a vir ao de cima e que o homem não tinha feito nada de mal. Ainda.

O senhor estava bem vestido, tinha um ar perfeitamente normal, civilizado, até, pelo que me permiti relaxar. Grande erro. Nem 10 minutos depois, sua excelência começa a escarafunchar o nariz, assim mesmo, sem pudor nenhum. Não contente em estar a limpar o sótão ali à frente de toda a gente, ainda parava uns segundos para apreciar as catotas que tinha nos dedos, antes de as atirar para o chão. Não sei o que me enojou mais: o belo e mui nobre acto de tirar macacos do nariz ou o pormenor de se pôr a olhar para eles. O que é que estaria a pensar? "Hmm gosto desta viscosidade, mas não estou contente com a cor, este verde-muco não vai nada bem com a minha tez".

Posto isto, faço aqui um apelo à população: pessoas, este é o tipo de coisa que não se faz em público, muito menos, num espaço fechado e onde a pessoa ao vosso lado não tem para onde fugir.




segunda-feira, 20 de março de 2017

Primavera, tempo de mudança

Quem é a louca da pessoa que se mete a mudar de país duas vezes em três anos?

Sou eu. 

Estou tão afundada em papéis, móveis para vender, papéis, coisas para encaixotar, ah e não me posso esquecer: papéis, que tudo o resto tem ficado esquecido para segundo plano - isso inclui o blog. Prometo que vou continuar a escrever todas as semanas, mas talvez a um ritmo menor, pelo menos, até as coisas terem acalmado. As ideias estão todas aqui, mas falta-me a energia, que está a ser toda canalizada para outras empreitadas.

Podem sempre continuar a acompanhar o instagram aqui do estaminé, que é a rede social onde me mantenho mais animada. 

Sobre este início de primavera, tenho apenas duas coisas a dizer: continua um frio do caraças (primavera? onde?) e, curiosamente, vai ser durante esta estação de mudança que eu me vou mudar (faltam oficialmente 2 meses!), tal como me mudei há 3 anos atrás, pela primeira vez. 

Estou ansiosa para que esta fase acabe, para que a mudança esteja feita, para que a minha nova vida comece (e estou muito ansiosa pelas minhas mini-férias de pós-mudança, que me vão saber a mel depois de toda esta canseira).

Boa Primavera a todos!






domingo, 19 de março de 2017

Sunday Wishes #11

Hoje os desejos consumistas são em honra da moda nacional, que por terras lusas também se fazem uns trapinhos bem giros. Ora vejam lá:


sábado, 18 de março de 2017

A Saga das Mudanças #2

Continuam as aventuras por aqui (quem viu o meu instastory de ontem?).

Depois do sucesso que o meu móvel da televisão fez no Leboncoin (OLX, em versão francesa) e de ter sido vendido extremamente rápido, pus à venda mais umas coisitas, sendo que, constavam dessas "coisitas" as mesas de cabeceira e respectivos candeeiros. Recebi 2 ou 3 respostas, mas a que mais me interessou foi a de uma senhora com quem falei ao telefone e que me disse que queria o conjunto das mesinhas com os candeeiros.

Ora, perfeito. Combinámos que ela ia com o marido buscar as coisas ontem, depois de eu sair do trabalho (eu avisei que moro num terceiro andar, sem elevador e que, a menos que ela fosse o Incrível Hulk, não era boa ideia vir sozinha).

Pois bem, aqui a pessoa saiu do trabalho, chegou a casa e tratou de tudo, limpou o pó às coisas e preparou, até, um saquinho para pôr os candeeiros, para serem mais fáceis de transportar. 

A coisa começou logo muito bem: pouco depois da hora combinada, tocam à campainha e eram os senhores que vinham comprar-me as coisas. Convidei-os a entrar, deixei-os recuperar o fôlego (porque sei, por experiência, que estas escadas não são pêra doce) e nisto o homem sai-se a dizer "Vai ser bonito, vai! Descer com isto tudo por aí abaixo e levar até ao carro!". Claro está que ao ouvir isto me prontifiquei logo para os ajudar, sendo que acabei a minha oferta de auxílio com um simpático "não me custa nada". Pois que sua excelência me responde, por sinal, num tom muito pouco educado: "mas eu não estou preocupado se a si lhe custa ou não". 

Toma lá que já comeste, mania de ser simpática e querer ajudar as pessoas, pensei eu com os meus botões. "Espera aí que o velho és tu, mas vai já dar-me aqui uma ciática daquelas de fazer ver estrelas e vais-te lixar a carregar tudo sozinho". Claro que eu nunca seria capaz de não os ajudar, mas isso são outros terços.

Pronto, depois de mostrados os móveis em questão e do "ah sim, é mesmo isto!" chegou o momento de pagar. "Ah pois com certeza, pegue lá!" e dão-me o dinheiro para a mão. Foi aí que os alarmes começaram a tocar dentro da minha cabeça e, depois de uns segundos a fazer saltar o olhar da minha mão para eles, à espera do resto, apercebi-me de que não ia haver resto. Então, quebrei o silêncio dizendo, calmamente, "mas falta aqui dinheiro, era x + y, portanto falta z". Bem, meus amigos, o que eu fui dizer! Tentaram fazer-me acreditar que eu me tinha enganado a pôr o preço no anúncio, ora eu sou despistada (e desorganizada), mas só para certas coisas e tinha a certeza absoluta de que não me tinha enganado e peguei logo no telemóvel, abri o anúncio e mostrei-lhes, fazendo questão de frisar que "está a ver, eu marquei bem que era x". Entretanto, com a confusão, eu continuava com a nota que eles me tinham dado na mão. Pois que não têm mais nada: sem cerimónia nenhuma, arrancam-ma da mão, dizem-me adeus e põem-se a andar. Assim, como se de nada se tivesse tratado e ainda estivessem eles ofendidos.

Ainda pensei, por momentos, que se calhar se tinham mesmo enganado, mas foi pensamento que durou 2 segundos e dei logo duas chapadas mentais a mim mesma, que eles estavam era a tentar endrominar-me. Haja paciência para esta gente! E eu que achava que as aventuras por França estavam a chegar ao fim. Enganei-me, claramente. A parte boa é que ficam estas pérolas, para rir e fazer rir.

sexta-feira, 17 de março de 2017

É sexta-feira!

Quais são os planos por aí, pessoas? Por aqui, são simples: trabalhar o dia todo (iupi!), ir para casa a correr porque vai lá uma senhora buscar as minhas mesas de cabeceira e os respectivos candeeiros (mais móveis vendidos! Não tarda muito e estou a dormir no chão!), treinar e acabar de fazer a mala porque espera-me mais um fim-de-semana em Inglaterra e, como das últimas vezes, vou carregadíssima com tudo o que conseguir enfiar na mala para levar.

Mas, é sexta-feira e só isso já é razão para animar!


quinta-feira, 16 de março de 2017

A Saga das Mudanças #1

Pronto, pessoas: já me lancei a fundo nisto das mudanças. Sobram-me, sensivelmente, 2 meses em Troyes, o que não é muito tempo (e vão passar a voar, de certeza absoluta). 

Os meus tempos livres têm sido passados a esvaziar armários e gavetas, a separar tudo o que quero do que não quero, tenho feito várias viagens ao contentor da reciclagem e tenho ido ao ginásio, que isto é muito stress para gerir.

Entretanto, como tenho vários móveis dos quais vou ter que me desfazer, decidi pôr um anúncio no Leboncoin (que é o OLX cá do sítio) para testar como é que a coisa se passava. Decidi começar pelo móvel da televisão porque, se fosse vendido rápido, não era coisa para me fazer muita falta. O anúncio ficou disponível sábado à noite e ontem, quarta-feira, vieram buscá-lo. Nunca pensei que fosse tão rápido e não estava psicologicamente preparada para isto. Agora, tenho a minha televisão no chão (e os livros, alguns álbuns de fotografias e, enfim, tralhas várias) e quando olho para aquele canto, apetece-me chorar. 

Estou muito feliz com a mudança, muito mesmo. Mas foram 3 anos em Troyes, neste apartamento, rodeada destes objectos. 

Querem andar sempre a par da minha "saga das mudanças"? Então sigam-me aqui!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Product review | Óleo de rícino

Um dos meus pontos fracos é o meu cabelo. A genética não foi muito minha amiga neste ponto e herdei um cabelo propenso a queda, que se parte muito facilmente e é extremamente fino. Tão fino que não é qualquer cabeleireira que o consegue pentear. Até uma coisa básica como esticar pode ter um resultado trágico. E já teve. Várias vezes. Com o passar dos anos, tenho aprendido a lidar melhor com ele, tenho descoberto quais os produtos que funcionam melhor, o que devo fazer e o que não posso, de todo, fazer. 

Estou muito feliz por ainda não ter um único cabelo branco, porque sei que quando tiver que o começar a pintar vai ser todo um novo drama: ainda se vai estragar mais depressa e, seja qual for a tinta que eu ponha, vai abrir para o ruivo, mas aquele ruivo mesmo cor de cenoura (já experimentei, há uns anos, e podem ter a certeza que testei tudo o que havia para experimentar, numa tentativa de acabar com estes reflexos, que também aparecem naturalmente, se eu abusar do sol). Obrigada, genes irlandeses. 

Mas, adiante. Se há coisas, como a queda, que consegui controlar com alguma facilidade, há outras que são mais difíceis de resolver, como o facto do cabelo ser fino. Não sendo possível ir directamente mexer no meu ADN e resolver a fonte do problema, ando sempre à procura de produtos que me ajudem a, pelo menos, fortalecer o cabelo. Já encontrei um ou outro que fazem alguma coisita, mas nada de milagres. Os que funcionam melhor são os que a cabeleireira me aplica (não sei exactamente o que são, mas posso perguntar, se interessar a alguém) e, ultimamente, andava pela Internet um grande sururu a propósito do óleo de rícino. Depois de muita pesquisa e leitura de várias opiniões, lá me decidi a comprar, até porque é uma coisa relativamente barata e que, se não fizesse bem, mal também não ia fazer.

O óleo de rícino, segundo li, deve ser aplicado 3 vezes por semana e deve deixar-se actuar, no mínimo, 3 horas, sendo que há quem aconselhe deixá-lo a actuar durante toda a noite.

A minha experiência? Acho que faz ali qualquer coisa, sim. Tenho a impressão de que o cabelo tem crescido mais depressa, não tenho tido muita queda (mas isso também se deve aos cuidados que tenho nesse campo desde há uns anos) e claro que continua a ser fino (vai ser sempre), mas parece-me ter mais alguma resistência. Não acho que seja um produto milagroso, mas isso também se pode dever a eu não fazer as aplicações como aconselham, só ponho uma ou duas vezes por semana e apenas o deixo 2 ou 3 horas no cabelo (no máximo dos máximos). Não consigo passar uma noite com aquilo na cabeça. Porquê? Primeiro, não gosto muito do cheiro. Faz-me lembrar aqueles tempos gloriosos em que era permitido fumar em locais fechados e a nossa roupa, depois duma noite na discoteca, ficava a cheirar a cinzeiro. Para mim, é a isso que cheira (mais alguém?). E, depois, há todo o problema da consistência do óleo. Aquilo é uma verdadeira nhanha, é super espesso e muito difícil de espalhar pelo couro cabeludo de tão espesso que é. Um nojo, em suma. Portanto, quando tenho uma manhã ou um fim de dia em que vou estar em casa, lá ponho o óleo, mas não posso ficar com aquilo na cabeça por mais que um par de horas, senão não aguento.

A minha conclusão disto tudo é que, por pouco que seja o resultado, tendo em conta o preço, vale a pena. Tenho pena de não o ter achado mais agradável de usar, mas pronto, se calhar o defeito é meu e não do produto.

Entretanto, também já li que se deve aquecer o óleo em banho-maria antes da aplicação e que esta deve ser feita com um pincel. Talvez experimente, um dia que esteja com tempo e paciência.

Mais alguém experimentou? Opiniões e conselhos aceitam-se.