domingo, 10 de maio de 2015

Greves

Esta última semana, passei-a em Portugal. Hoje foi o dia de regressar a Troyes e de voltar à minha rotina. Por momentos, ainda achei que o meu voo pudesse ser cancelado às contas desta magnífica greve de 10 dias, mas não. De todos os voos que a TAP tinha entre as 6 e as 9 da manhã, foi o único que saiu. Sorte a minha, azar o de todas as outras pessoas que ficaram em terra, hoje e nos últimos dias. 
Eu sou uma grande defensora da TAP. Confesso que ainda não consegui perceber o encanto das companhias low cost, não tendo nada contra quem as prefira e já as tendo, eu própria, utilizado algumas vezes (adoro quando nos fazem andar à chuva para entrar no avião e quando as hospedeiras falam num inglês tão mau que uma pessoa até fica na dúvida se estão, efectivamente, a falar inglês ou algum dialecto próprio duma tribo perdida nas profundezas da selva), acho sempre que a TAP é outra coisa, outro nível. Quanto mais não seja, porque nos servem o pequeno-almoço e uma pessoa para comer está sempre pronta. Mas uma greve de 10 dias? Eu entendo que estejam muito revoltados. Tudo na situação de Portugal é extremamente revoltante. Tudo. Mas até que ponto se justifica prejudicarem a vida de tantas pessoas? Tantas pessoas como eu, que só querem regressar ao trabalho ou a casa? Não me entendam mal, uns dias extra de férias em casa iam saber-me pela vida, até porque agora só volto em Agosto (e volto pela TAP, portanto nada de se armarem em engraçadinhos, está bem? Nada de greves), mas obrigações são obrigações. Eu gosto muito de protestos e reivindicações, 'bora lá protestar e partir a loiça toda, mas a fazer isso então que se parta a loiça de quem merece. 

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