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sábado, 18 de julho de 2020

Sofia na Cozinha | Bolo de chocolate na caneca (sem açúcar!)

Esta quarentena serviu para testar uma imensidão de receitas, umas boas, outras maravilhosas, algumas (poucas, vá) que não saíram grande coisa. Há várias que planeio partilhar convosco, mas este bolo na caneca - que descobri recentemente - passou para o topo da lista de receitas a publicar porque: 
  1.  é maravilhoso;
  2.  é sem açúcar.
A receita que me serviu de inspiração é esta, mas eu decidi torná-la mais light. A receita original continua a ser bastante saudável, mas saudável não é sinónimo de ser baixo em calorias e esse era um dos meus objectivos. Queria um bolo prático de fazer, que não fosse aumentar em demasia a minha ingestão calórica diária e que, efectivamente, me soubesse a bolo e não a cartão. Posso dizer que já fiz este bolinho várias vezes e de todas as vezes saiu maravilhoso. 

Vou deixar-vos então com a receita e, no final, vou deixar algumas substituições que podem fazer, para o caso de não terem todos os ingredientes. 

Ingredientes:
  •  2 colheres de sopa bem cheias de farinha de aveia de sabor a coco ou bolacha Maria (eu uso da EU Nutrition, que compro online, mas já vi a de sabor a bolacha Maria à venda no Jumbo) - cerca de 30g
  •  1 colher de sopa rasa de cacau (gosto muito do cacau do Lidl)
  •  1 colher de sobremesa de xilitol
  •  1 colher de café (bem cheia) de fermento
  •  2 colheres de sopa de claras (eu compro embalagens de claras líquidas, porque uso em várias receitas)
  •  4 colheres de sopa de bebida vegetal sem adição de açúcar ou leite magro (a bebida vegetal de coco da Alpro combina particularmente bem com a farinha de aveia de sabor a coco - até para fazer papas - e existe uma versão sem adição de açúcar)
Eu começo por misturar os ingredientes secos e junto os líquidos no final. Misturo tudo muito bem e depois vai ao microondas 2 minutos na potência máxima (o tempo de cozedura pode variar consoante a potência do microondas). Utilizando estas quantidades destes ingredientes vão ter um bolinho de chocolate de ~180kcal e com ~1,4g de açúcar.

Substituições: 

  •  podem substituir a farinha de aveia de sabor por farinha de aveia simples, mas é possível que precisem de mais algumas quantidade de xilitol (ou outro adoçante que prefiram);
  •  o xilitol pode ser substituído por açúcar ou qualquer outro adoçante. Relativamente ao açúcar, não importa se é açúcar branco, amarelo, de coco ou cor-de-rosa às pintas, todos são açúcares e opções bastante calóricas. Também podem usar uma banana madura para adoçar, mas lembrem-se que vão facilmente adicionar umas 100kcal extra;
  •  em vez de claras podem usar um ovo inteiro ou um ovo de linhaça - mais uma vez, ambas as opções vão resultar num bolo igualmente delicioso, mas mais calórico.

Agora que já deixei aqui tudo explicadinho, deixem-me ir só ali à cozinha fazer mais um destes, que fiquei com água na boca de o estar aqui a descrever para vocês.








terça-feira, 19 de maio de 2020

Sofia na Cozinha | Queijadas (super fáceis!)

Estamos na nona semana de quarentena aqui no UK e a imaginação começa-me a falhar. Já não sei mais o que fazer para não me aborrecer. Os dias parecem-me todos iguais e enormes, cada dia que começa é apenas um doloroso prolongamento do dia anterior, sem nada de novo, sem nada de excitante. Ainda bem que tenho uma filha, é a conclusão a que chego. Torna tudo bem mais cansativo, mas também mais divertido, mais... preenchido.


Outra coisa que tenho aproveitado para fazer por estes dias é experimentar receitas novas. Eu sou aquela pessoa que adora pesquisar receitas, ver fotos de pratos bonitos e guardar todas as receitas que me agradam para as experimentar quando tiver tempo. Ora, nunca tive tanto tempo para cozinhar como agora (dependendo do bom humor - ou falta dele - da Leonor), pelo que tenho deitado mãos à obra. Já fizemos pão (o homem está um verdadeiro mestre na arte da panificação, deixei a padaria ao seu encargo), carbonara de verdade (aka sem natas), bolo de limão, bolo de cacau, waffles, bolo de cenoura no micro ondas (sem açúcar!), bolo de maçã e... queijadas. Amo queijadas, nunca tinha tentado fazer porque achava, na minha ignorância, que iam ser demasiado difíceis para uma cozinheira amadora como eu. Não só são facílimas, como descobri uma receita tão boa - mas tão boa - que o homem, que detesta bolos e me deixa sempre a comê-los sozinha, já me pediu para repetir duas vezes. São maravilhosas, a sério. Cremosas e doces na dose certa, com um ligeiro aroma a limão. Não se consegue comer só uma!


Vão precisar de (estas doses rendem 12 queijadas): 
  •  200g de açúcar (experimentei com açúcar amarelo e não funciona tão bem, o melhor é mesmo o branco)
  •  2 ovos
  •  130g de farinha sem fermento
  •  50g de manteiga
  •  raspa de 2 limões (ou de 1 limão grande)
  •  500ml de leite
Preparação:


  1.  Pré-aquecer o forno a 180 graus e untar a forma para as queijadas. Eu uso as formas de muffins, mas já vi a fazer em forma de tarte ou brownie e cortarem à fatia.
  2.  Juntar a raspa dos limões ao açúcar e "amassar" com a vara de arames - este passo é muito importante para garantirem o aroma do limão. O açúcar deve ficar com um aspeto ligeiramente "empapado".
  3.  De seguida, juntar os ovos e bater bem, até terem um creme de cor clara e com algum volume.
  4. Juntar a manteiga amolecida e bater. 
  5.  Juntar a farinha e envolver bem na mistura.
  6. Por fim, adicionar o leite e voltar a misturar. Por esta altura, devem estar com uma mistura bem líquida, mas é mesmo para ser assim.
  7. Deitar a mistura nas formas (eu uso o copo medidor, porque torna o processo mais fácil, uma vez que o preparado fica mesmo bastante líquido). Podem encher as formas até ao bordo, porque as queijadas não "crescem". 
  8. Levar ao forno a 180 graus por 30-35 minutos (no meu forno são precisos os 35 minutos).
  9. Desenformar e comer! 
A nível de informação nutricional, cada queijada (respeitando estas quantidades de ingredientes) tem cerca de 180kcal, o que não é imenso para um bolo, especialmente um bolo tão bom quanto este!



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Sofia na cozinha #1

Ontem estive de folga. Ter folgas a meio da semana é para lá de espectacular, é aquele momento de pausa essencial para se aguentar o resto da semana. Os meus dias de trabalho andam cada vez mais puxados, com cada vez mais pacientes e uma agenda que às vezes parece o jogo do Tetris, onde temos que puxar pela cabeça (e pela imaginação) para saber onde encaixar mais uma urgência ou mais um paciente. E agora vem aí o Natal e toda a gente se lembra de tratar dos dentes antes das festas... tiveram o ano todo, mas não, é sempre na última. Mas, pronto, já estou a divagar. 

Portanto, voltando ao tema do meu dia de folga! Ontem passei a tarde na ronha, a aproveitar o quentinho da minha casa, depois de já ter ido ao ginásio de manhã. Quando chegou a hora do lanche apetecia-me qualquer coisa mais interessante do que aquilo que costumo lanchar de costume, mas que não me obrigasse a sair de casa nem me fosse dar muito trabalho. Vai daí, lembrei-me do meu livro de receitas de bolos na caneca. Acabei por me decidir por uma receita bastante simples, mas muito, muito boa: pão de banana. Fiz um cappuccino noisette para acompanhar e... ficou perfeito! (O cappuccino é da Nescafé, não vou partilhar a receita, porque basicamente é misturar água a ferver com o preparado da marca).


O livro de onde tirei a receita, que me foi oferecido pelos meus amigos no meu aniversário do ano passado

Pão de banana na caneca! Muito bom



Cappuccino noisette na minha caneca da loja dos M&M's de Londres

O melhor lanchinho do mundo!

Ingredientes:

  • 1 banana madura
  • 1 ovo
  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavado
  • 1 pitada de canela
  • 1 colher de sopa de óleo
  • 2 colheres de sopa de leite
  • 4 colheres de sopa de farinha
  • 1 pitada de fermento
  • Opcional: pepitas de chocolate. Desta vez não usei, mas também ficam muito bem
Preparação:

  • Numa caneca, misturar o ovo com o açúcar mascavado e a pitada de canela. Misturar tudo e, quando estiver bem uniforme, juntar o óleo, o leite, a farinha e o fermento. Voltar a misturar até se obter uma consistência uniforme e, por fim, juntar a banana esmagada (e as pepitas de chocolate, se quiserem). Levar ao micro-ondas por 2 minutos e meio (ou até estar bem cozido) e está pronto!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Pedaços de fim-de-semana #8

Sabe-me sempre bem recordar o fim-de-semana. 

Esta semana sabe-me ainda melhor, porque devia estar de folga terça e quarta e, na realidade, vou estar no congresso. Como se o congresso já não fosse suficientemente cansativo, foi por esta altura que, há um ano atrás, me roubaram a carteira no metro de Paris. Vamos pensar positivo: este ano há tanta polícia em Paris, que não me parece que os carteiristas consigam ter muita sorte. Vamos pensar negativo: há tanta polícia porque anda gente à solta que gosta de se explodir. Adiante.

Neste fim-de-semana, o frio chegou em força. As temperaturas negativas voltaram e eu já não vivo sem o aquecimento ligado. Toda uma tristeza. É o pior desta cidade: ou está muito frio, ou muito calor, ou muita chuva, ou muito vento, ou uma combinação de múltiplas destas variantes. No sábado, a única coisa que fiz, além de trabalhar de manhã, foi ir ao supermercado e, a seguir, enfiei-me em casa.



Almoço: massa com salmão, camarão, molho de coco e lima

Chazinho para aquecer depois das compras

Chá e bolachas de arroz com chocolate negro

Sábado sentia-me exausta, por isso tentei deitar-me cedo. No entanto, as estrelas não deviam estar alinhadas a meu favor (nem do meu sono) porque foi uma noite de insónia terrível, que resultou numa dor de cabeça gigantesca no domingo de manhã. Qual a melhor maneira de curar uma dor de cabeça ao domingo de manhã que uma caneca de leite com chocolate? Um brufen, poderão vocês dizer. E se não disserem, digo eu, até porque foi o que tomei. Mas, também houve espaço para o leitinho com chocolate, que tomei já de regresso à cama, com a minha série.

Nesquik, aka o meu melhor amigo para manhãs miseráveis

Estou a gostar muito desta série

Ao almoço, tive a companhia da Mariana, o que me obrigou a vestir qualquer coisa que não fosse o pijama e o roupão (mas pude guardar as pantufas!)

Coisas fofas

A nossa quiche. Tão boa que ficou!

Depois de almoço, ainda começámos a ver um filme. Quase que adormeci, mas entretanto decidimos sair e ir ao café, para aproveitar os raios de sol (enganadores, porque estava um frio de gelar).



Look de domingo
Quando voltei para casa, depois duma chávena de chocolate quente (que me soube pela vida), já estava com energia suficiente para fazer o meu treino (que tenho de fazer 5 vezes por semana). A seguir pude tomar o meu banho e voltar para o conforto do meu pijaminha.


A melhor máscara de cabelo que experimentei nos últimos tempos

E pronto, assim se passou mais um fim-de-semana: na preguiça total.


E o vosso fim-de-semana, como foi? Alguma coisa de excitante? Contem-me tudo (=




terça-feira, 16 de junho de 2015

Light, fácil e bom #6

Esta receita veio do blog da Joana em parceria com o blog Frango do Campo. Umas semanas antes do meu namorado vir visitar-me, tinha mandado um mail à Joana a pedir ideias para sobremesas saudáveis. Pois que, pouco depois, ela faz uma semana de posts dedicados à obesidade infantil e cheios de receitas saudáveis. Quando vi esta receita, soube logo que tinha que a experimentar.

O veredicto? É óptima. 
(Quanto às sobremesas, acabámos por comer uma saladinha de frutas e uns brigadeiros pecaminosos).

Ingredientes: 
massa integral
100g de cogumelos
100g de queijo ricotta
1 molho generoso de espinafres frescos
queijo ralado q.b.
1 cebola picada
1 dente de alho esmagado
sal e azeite q.b.

Preparação:
Cozer a massa com água e sal e reservar. Refogar a cebola e o alho em azeite, juntar os cogumelos, mexer bem e juntar os espinafres. Temperar com sal e mexer bem até os espinafres perderem o volume. Retirar do lume e deixar arrefecer. Numa assadeira, colocar uma camada de massa, por cima a mistura de cogumelos e espinafres e juntar o queijo ricotta. Juntar o queijo ralado e levar ao forno até o queijo ralado estar derretido.








segunda-feira, 15 de junho de 2015

Pedaços de fim-de-semana #2

A segunda-feira já vai longa, mas vamos lá recordar o fim-de-semana.


O meu primeiro prato vegetariano


Nhami!


Manicure (= e o meu novo melhor amigo, que revolucionou completamente a minha vida (e as minhas unhas. Nunca mais partiram!)

Tortilha de batata em pleno processo de confecção

O nosso filme de eleição, o meu filme preferido de todos os tempos. Tão feliz que este filme me deixa.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Light, fácil e bom #5

Os dias mais quentes pedem sobremesas frescas e a receita que vou publicar hoje é isso mesmo: uma sobremesa bem fresquinha. Mousse de chia, lima e coco. É mesmo muito boa e faz-se em 3 tempos, que é para não se perder muito tempo na cozinha.

Ingredientes (para 1 pessoa):

  • 1 colher e meia de sopa de sementes de chia
  • 1 iogurte natural magro
  • sumo de meia lima pequena
  • adoçante Stevia a gosto
  • coco ralado

Basicamente é só misturar as sementes de chia com o iogurte e ir juntando sumo de lima, aos poucos, e adoçante. Vão provando até estar do vosso gosto. Eu usei sumo de meia lima bem pequenina, pois acho que o sabor da lima é bastante intenso e não é preciso muito, e 1 colher de chá de adoçante, mas gostos são gostos portanto o ideal é mesmo irem provando. Vai ao frigorífico durante, pelo menos, 30 minutos (ou o suficiente até a chia ter absorvido bem o iogurte). Junta-se coco ralado et voilà, é só mesmo isso, já podem comer.





quarta-feira, 13 de maio de 2015

Light, fácil e bom #4

A receita de hoje foi adaptada do blog Coco e Baunilha (maravilhoso, aconselho toda a gente a ir ver) e é um Pudim de Chia com Morangos. É muito, muito, muito fácil (até porque se não fosse, eu não a teria feito), muito bom e, mais importante, saudável.

Tudo o que precisam:
  • 3 colheres de sopa bem cheias de sementes de chia
  • 200 ml de leite de amêndoa (podem usar qualquer tipo de leite, mas gosto muito desta combinação)
  • morangos
  • 1 colher de chá de Stevia (opcional)
E como se faz:
  • Deitar as sementes de chia num recipiente e adicionar, depois, o leite. Fechar o recipiente e agitar bem até estar tudo misturado
  • Levar ao frigorífico, onde vai estar durante algumas horas, até o leite ser bem absorvido. Convém ir agitar a mistura de vez em quando e podem provar, para verem se acham necessário adicionar o Stevia ou não. 
  • Deixar no friogorífico até o leite ter sido bem absorvido
  • Servir com frutas a gosto (os morangos combinam muito bem)
Bom apetite!!!



sábado, 13 de dezembro de 2014

Desafios

Tenho andado desaparecida. Não por andar particularmente ocupada, mas por andar particularmente cansada. Desde o assalto que tem sido um mar de preocupações, papéis para assinar e fotocopiar e enviar, requerimentos para fazer e formulários a preencher. Não consigo deixar de sentir uma ansiedade no fundo do estômago: não ter um único documento comigo faz-me uma certa impressão. Mas, tudo está a ir ao sítio. O cartão de cidadão já está pronto e à espera que o vá buscar ao Consulado e os meus cartões bancários também já chegaram. Falta-me a carta de condução e fica tudo feito.
Sendo assim, já posso começar a concentrar-me no Natal. Este ano, não tenho árvore. Não tenho enfeites, não tenho presépio. Só comprei algumas prendas, para o meu namorado e os meus amigos daqui. Para a minha família e os meus amigos que estão em Portugal vou comprar quando chegar lá nas férias. Já fiz as pazes com a ideia de que vou passar o Natal a mais de 1000 km de casa. O meu namorado vai trazer o bacalhau na mala (o senhor está a panicar um bocado com a ideia de ficar com a roupa a cheirar a bacalhau) e um cacete para as rabanadas, gentilmente cedidos pela minha sogrinha fofa.
Entretanto, hoje tive um sábado maravilhoso. Canecas de café com leite a fumegar, maratona de Mentes Criminosas, sofá, manta felpuda e assim se passou o dia, a filtrar receitas do blog da Joana para o meu Natal. Para quem não sabe, eu fiz a sugestão à Joana de criar uma rubrica especial de doces de Natal. Acho incrível a paciência que ela tem para fazer receitas, para pôr tudo bonito e com óptimo aspecto. Quando estou sozinha, até estrelar um ovo é um sacrifício para mim. Sou uma grande fã de iogurtes, fiambre e latas de legumes prontas a comer. Odeio a cozinha. Aliás, não odeio, mas não tenho gosto nenhum por cozinhar e é uma coisa que se puder passar sem fazer, agradeço muito. No entanto, e porque a Joana respondeu ao meu pedido, aqui estou eu a estudar receitas e a filtrar aquilo que me parece possível de fazer para o meu Natal a dois. Passei a tarde a analisar receitas e listas de ingredientes, a eliminar tudo o que me parecesse demasiado complicado ou com ingredientes esquisitos (e, para mim, o conceito de ingrediente esquisito é um conceito muito vaga. Não estou habituada a usá-lo? É esquisito. E como não cozinho muito, quase tudo é esquisito). Agora vou fazer a minha lista de compras e para a semana deito mãos à obra. Ai, ai, isto é que vai ser um desafio.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Há quase 7 meses que me mudei para França. Às vezes parece que foi ontem, outras vezes parece que estou aqui há uma vida inteira. Seja como for, cá estou eu e é para continuar a estar.
O primeiro dia em que chorei (mas com vontade) aqui foi quando soube que não ia a casa no Natal porque ia trabalhar no dia 25. Eu sei, eu sei que há muita gente que não passa o Natal com a família, que perde aniversários, recitais de ballet e festas de fim de ano. Mas eu nunca perdi. E estava preparada para abdicar de tudo, menos do Natal. Agora? Agora estou mais conformada. Já disse aqui que o meu namorado se chegou logo à frente para vir passar o Natal comigo e isso chegou para me sossegar o espírito. Ele tem mau feitio, ele é ciumento, ele amua, ele berra mas, no fundo, é um amor e, da mesma maneira que nunca me passaria pela cabeça pedir-lhe para vir passar aqui o Natal sem a família dele, também nunca lhe passaria a ele pela cabeça deixar-me sozinha numa data que sabe que me diz tanto. Por isso, vai ser assim: um Natal pequenino mas, de alguma forma, em família. E os meses foram passando. E eu fui tentando não pensar demais no assunto. 
Agora, ando um bocado perdida. Não sei como me hei-de preparar para este Natal. Por esta altura, já eu andava a sonhar com rabanadas e filhoses e nacos de pão-de-ló com fatias grossas de queijo. Já andava a tirar o pó às bolas de Natal, a ver se as luzes do pinheiro funcionavam e a tirar o presépio da caixa. Já tinha feito o orçamento para as prendas de Natal e andava a sonhar acordada com o que ia oferecer a cada um. Este ano decidi que não ia ter árvore. É só mais tralha para carregar na próxima mudança. Decidi que não ia ter decorações de Natal (pela mesma razão). Decidi que só ia comprar as prendas quando chegasse a Portugal no dia 26 e que só família directa e amigos próximos é que iam ter direito às mesmas. Basicamente, decidi que não ia fazer do Natal nada de especial, porque isso ia só deixar-me triste e não valia a pena. Mas, agora começam a ver-se luzes na rua, o pinheiro à frente da Câmara Municipal já está pronto para ser enfeitado, as lojas estão cheias de bolas e enfeites e começo a sentir um formigueirozinho dentro de mim... Continuo a não querer pinheiro, continuo a não querer nada de especial. Mas começa a ser um bocadinho mais difícil resistir ao espírito natalício (eu fui um duende do Pai Natal numa outra vida, com certeza), ao vermelho, ao verde e ao dourado, ao cheiro a doces e à promessa de sorrisos por entre chávenas de bebidas quentes. No sábado, acabei por ceder à tentação e comprei uma vela natalícia, em branco e em dourado, com um Pai Natal minúsculo, rodeado de prendas no meio da neve. Quase nem se dá por ela cá em casa, mas eu sei que ela está ali e isso aquece-me um bocadinho a alma. Portanto, já que dei parte fraca com as decorações, decidi que vou fazer o mesmo a nível gastronómico e vou tentar ter um Natal minimamente decente. Já avisei o meu namorado que vai ter que fazer o contrabando do bacalhau, já perguntei à minha mãe se acha que é possível fazer rabanadas com baguete e lanço aqui o desafio: quem tiver uma receita simples (simples é mesmo a palavra chave, não nos vamos esquecer que eu não gosto de cozinhar nem de nada que lhe esteja associado), é favor partilhar. Vou tentar partilhar os preparativos e, posteriormente, o resultado dos preparativos para o meu mini-Natal. Assim sinto-me acompanhada e é tudo muito melhor quando nos sentimos em família (;

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Light, fácil e bom #3

Esta receita ainda não é do livro que recebi, mas é boa, muito fácil e prática. Espero que gostem! Foi muito útil para animar uma tarde de domingo, que se estava a revelar particularmente cinzenta e chuvosa.

Ingredientes para uma caneca:
  • 1 ovo
  • 1 colher de sopa de cacau puro
  • adoçante  (eu gosto de Stevia. Quanto à quantidade, vão provando e vendo o que é que vos parece adequado)
  • 1/4 colher de chá de fermento em pó 
  • 1 colher de sopa de farelo de aveia

Posto isto, é só  misturar, levar ao microondas entre 60 a 90 segundos et voilá. 





terça-feira, 26 de agosto de 2014

Casa nova

Hoje foi o dia de, finalmente, me mudar para o meu apartamento. Já não é emprestado, já pago renda, água e luz. Já tive que comprar móveis e tudo o que é preciso para se viver minimamente. Já é meu.
Fica a foto da minha primeira refeição aqui em casa (a foto é do prato do meu namorado, porque o meu, em vez de esparguete, tinha uma saladinha. Pois, não ficava tão bonito, não): esparguete à carbonara.



domingo, 24 de agosto de 2014

Sabores de casa

No outro dia, andava eu a bisbilhotar por aí a blogosfera quando encontrei uma receita (neste blog maravilhoso) que me deixou com muitas saudades de casa: frango guisado. Adoro frango, adoro massa, adoro molho de tomate. Além disso, o meu namorado estava a chegar e eu que, normalmente, fujo da cozinha como o diabo da cruz (eu tento, juro que tento, mas os tachos não são "a minha cena"), lá me enchi de coragem e fui ao supermercado no caminho do trabalho para casa. Até comprei massa de lacinhos (costumo comprar só esparguete, porque tudo o resto me parece mariquice. Vá, penne, de vez em quando. Mas, pronto, desta vez veio mesmo o farfalle) e, no domingo passado, munida da minha boa vontade, lá me aventurei. Não deu muito trabalho (felizmente). E ficou muito bom (felizmente). Hoje não estou assim com tanta vontade de cozinhar (isto é coisa que me dá uma vez a cada dois meses, com sorte), portanto a ver vamos no que sai daqui. Bom domingo a todos!


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Light, fácil e bom #2

Já por várias vezes disse aqui que a minha relação com a cozinha nem sempre é fácil. Por uma simples razão: odeio cozinhar e todos os assuntos relacionados. Tenho preguiça, demora tudo muito tempo, envolve sempre muita desarrumação e louça para lavar. Mas, não obstante isso, gosto bastante de comer. Fui apanhada em cheio pela onda do "agora vamos todos brincar às pessoas saudáveis", o que complica ainda mais a coisa. Já não dá para simplesmente abrir um pacote de batatas fritas ou enfiar uma fatia de queijo no meio dum pão. Agora é preciso comer racionalmente. 

Uma coisa que eu sempre adorei, desde criança, é creme de abacate. É fresco, é doce, é leve... é bom, pronto. Mas leva natas e açúcar. Foi por isso que fiz a minha adaptação da receita, continua a ser bom e não engorda. E, além do mais, garanto-vos que não demora mais de 5 minutos a fazer. Só é preciso 1 abacate maduro, 5 colheres de sopa de iogurte natural magro (eu sou viciada em iogurtes, nunca faltam no frigorífico. Quanto ao iogurte natural, compro logo aqueles pacotes grandes com quase 1kg, porque uso-os em imensa coisa) e 3 colheres de sobremesa de Stevia. Misturar tudo no 1, 2, 3 e pronto, já está. Pronto a comer (literalmente, porque se esperarem o abacate vai ficar castanho). Depois, é uma questão de ajustarem as quantidades mais-ou-menos ao vosso gosto, eu gosto assim, pouco doce e a sentir-se um bocadinho o iogurte.






domingo, 20 de julho de 2014

Orages

Também conhecidas como "trovoadas". Nunca conheci terra com tanta trovoada como esta. É impressionante, acho que não se passam quinze dias sem uma bela duma tempestadezinha (e que nunca é "inha"). Aliás, em termos de clima, Troyes é a real merda uma porcaria. Nunca há um dia em que esteja simplesmente bom... Ou está um frio de rachar, ou está um calor que não se respira, ou até está uma temperatura agradável, mas chove torrencialmente e ouvem-se trovões de minuto a minuto. Hoje foi um dia que começou abafado (mas menos do que ultimamente, e ainda bem) e que acabou com umas pingas (e igualmente abafado). Apesar disso, foi um dia muito bem passado. Foi o almoço de despedida dos 3 portugueses que se vão mudar para Paris, um almoço com tudo a que se tem direito (hoje não houve dietas, azarucho): bolos de batata (espanhóis), francesinhas com ovo e batatas fritas, sangria caseira, tarte de brigadeiro. tarte de alperce e mousse de chocolate. Foi comer até não poder mais, começámos às 15h e duas horas depois ainda estávamos à mesa... Claro que não fui capaz de comer mais nada o dia todo e ainda me sinto cheia. Mas oh, se valeu a pena. Às vezes, sabem bem estes mimos com sabor a casa. E, agora, toca a dormir que amanhã é dia de trabalho.


(Mas porque é que estas coisas engordam?)

sábado, 19 de julho de 2014

Light, fácil e bom

Isto de "ser saudável" agora está na moda. É uma moda que a gente agradece, na minha humilde opinião, mas é uma moda que dá um bocado de trabalho. Por todo o lado, é ver gente a disparar palavras como "quinoa" e "açaí", receitas para dietas hiper-super-mega-saudáveis, cheias de fibra e proteína e sem hidratos de carbono. Não dá para ficar indiferente. Já há alguns meses que cortei os hidratos de carbono da minha vida. Com alguns períodos de "falha" pelo meio como, por exemplo, a minha última temporada em Portugal. Mas, agora que estou de volta, já entrei nos eixos novamente. Com atenção redobrada à alimentação, porque o meu tornozelo ainda não me permite voltar à normalidade dos treinos. Não deixei de correr (eu sei que devia, mas é mais forte do que eu), mas corro menos e mais devagar.
Andava, há algum tempo, com vontade de experimentar as famosas panquecas saudáveis. Sendo eu uma pessoa com zero de paciência para a cozinha (só em dias de muita inspiração), ficava desanimada quando começava, sequer, a ler a lista de ingredientes. Ele era só nomes esquisitos e coisas que eu nem sabia onde encontrar em Portugal, quanto mais em França. Nisto, fez-se luz e encontrei uma receita que, basicamente, consistia em misturar 2 ovos e meio copo de aveia. A receita perfeita para mim. Quinta-feira acordei mais cedo e tive tempo de experimentar a receita. Acompanhei com iogurte natural e banana às rodelas e toca a comer aquilo ao pequeno-almoço. Não posso dizer que a panqueca fosse má, não era, de todo. Mas, mesmo assim, o sabor ainda deixava a desejar. Era muito maçuda, encheu mas não satisfez. Nem consegui comer até ao fim. 
Hoje, dei por mim com algum tempo em mãos (tempo livre não falta por estes lados) e resolvi fazer a minha própria receita, tendo por base a que já tinha experimentado. Ficou óptima. Se a outra me custou a comer até ao fim, esta era capaz de a repetir. Deixo-vos as fotos (= A receita é extremamente fácil, para quem quiser experimentar: 2 ovos, meio copo de aveia, 2 colheres de sopa de leite magro e 1 colher de sobremesa de Stevia (o adoçante natural que também está muito na moda). Acompanhei com iogurte de baunilha 0% matéria gorda, morangos e banana.





quinta-feira, 26 de junho de 2014

"Eu sou o mestre da culinária"

Ou, então, não. (Definitivamente, não.)
Mas, tenho andado numa de fugir por completo aos hidratos de carbono (o meu recorde é, até agora, 72 horas seguidas sem sequer tocar num hidratozinho de carbono que seja) e, portanto, há que tentar inovar, senão uma pessoa aborrece-se e vai logo enfardar um pacote de batatas fritas. Hoje, para almoçar no trabalho, tenho saladinha (comprada feita. Tenho um problema com alfaces que me impede de ser capaz de preparar saladas, não me peçam para explicar porque não consigo) à qual juntei um bife de frango, que temperei com caril e que cozinhei juntamente com uvas passas e alperces secos. Nhami.