sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Ai, as cruzes

E porque hoje é o dia em que só se fala do granizo de Lisboa, eu queria só começar por dizer aos senhores e senhoras lisboetas que sim, senhor, acredito que esteja muito frio e tal, mas haviam era de vir à serra aprender o que é frio à séria e para nós podermos, finalmente, ter um pouco de paz nos noticiários.

Posto isto, hoje é um dia em que estou a sentir o peso da idade. Maldita a hora em que me mudei para esta cidadezinha gelada, que por mais que me agasalhe até se me tremem os ossos, minha gente. E não é que hoje passei o dia todo com um ombro entrevado? Ai, bem dizem que a idade não perdoa. No ano em que consegui não me constipar (tcharan!) estou pior que uma dobradiça enferrujada. São os tornozelos que começam a doer a meio das aulas de bodyattack, são as contraturas musculares que volta e meia não me deixam virar o pescoço e hoje tive que trabalhar o dia todo com um ombro que me fazia vir as lágrimas aos olhos se tentasse levantar o braço a qualquer velocidade que excedesse a de um caracol sob efeito de calmantes. Isto é a idade, senhores, é a idade. Ou então, é o facto de trabalhar como uma louca e de a seguir me ir enfiar no ginásio porque, vamos admitir, não há nada melhor para fazer aqui (nada melhor que ir ao ginásio, quanto à parte de trabalhar vou abster-me de tecer comentários). Olhem para o que vos digo, um dia destes acordo e parte nenhuma do meu corpo vai ser capaz de me obedecer o suficiente para que eu seja capaz de sair da cama! Ou não, que nesta nossa maravilhosa democracia quem está doente, não come. E como eu sou uma pessoa de sustento (ou, pelo menos, sou uma pessoa que não se consegue alimentar de ar), não me posso dar ao luxo de pensar, sequer, em não trabalhar.

Mas ando a pensar muito em férias. E, um dia, será o dia. O dia em que as vou pedir e vou bater o pé até as ter (provavelmente, a seguir deixo de ter trabalho. Mas será que isso era assim tão mau?).

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