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sábado, 28 de maio de 2016

A caminho de casa, mais uma vez

O mês de Maio foi um mês extremamente viajado. Comecei com uma semana em Roma, fui a Portugal a meio de mês e, agora, volto a Portugal para mais uns dias.

Sinto-me mesmo muito grata por ter um emprego e um horário que me permite ir a casa tantas vezes. Hoje em dia, o longe faz-se perto sem grandes complicações e consigo passar mais tempo no Porto, com a minha família, desde que me mudei para França, do que quando morava em Viseu. Porquê? Porque em Viseu não tinha dias de descanso, trabalhava horas infindáveis e o dinheiro para fazer as viagens também não era muito abundante. 

Por outro lado, se não conseguisse ir a Portugal tantas vezes, desde que me mudei para Troyes, já teria, certamente, enlouquecido. Aqui, aprendi o verdadeiro sentido da palavra "solidão". Tudo é diferente, tudo é estranho e a adaptação não tem sido nada fácil. Mas cá se vai vivendo, uns dias melhor e outros pior. Já passaram dois anos, não sei quantos mais virão, mas venham eles.

Entretanto, vou pôr-me a andar para o aeroporto, que tenho um avião à minha espera. Espero aproveitar bem estes dias, porque depois só volto em Agosto.

sábado, 14 de maio de 2016

Surpresa!!!


Quem é a namorada mais fofinha do mundo, quem é? Sou eu (provavelmente, não sou e estarei, até, muito longe de o ser, mas isso agora não vem ao caso). E porquê?

Porque segunda-feira desceu em mim uma inspiração astrológica qualquer, perdi a cabeça e comprei bilhetes de avião para ir a Portugal este fim-de-semana, para fazer uma surpresa a senhor meu namorado (de notar que já estava programada uma ida a Portugal no fim do mês e que na semana passada fomos de férias). Ele está a leste e não sabe de nada e eu estou super ansiosa! Consegui não me descair, nem sequer quando ele me ligou na quinta-feira para me dizer que tinha feito uma entorse a jogar futebol e só me apeteceu insultá-lo por arranjar um sarilho desses em vésperas de eu ir ter com ele. Respirei fundo, contei até 10 (até 1000) e a coisa passou-se sem eu dar com a língua nos dentes.

Posto isto, está na hora de me fazer à vida, que tenho um avião para apanhar! Depois conto-vos como correu! 







sábado, 2 de abril de 2016

Mais uma moedinha...

... mais uma voltinha.

Funcionassem os aviões da Ryanair a moedas e eu seria uma moça muito feliz. Infelizmente, ainda não aceitam moedinhas - têm preferência por cartões de crédito. Mas, é uma despesa que vale a pena, porque é uma despesa que significa ir a casa. E eu adoro ir a casa. 

Ah, e caso ainda estejam com dúvidas, hoje tenho um avião para apanhar. Próxima paragem: Porto.

Até já!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O que é bom...

... acaba depressa. E assim foi com a minha semaninha de férias em Portugal. Foi boa e acabou depressa.

Nos primeiros dias andei a fazer uma terapia de sono. Consegui dormir 9/10 horas por noite e ainda fazia sesta a meio da tarde. Para quem não me conhece, o facto de eu dormir de tarde é caso para sair na capa do Correio da Manhã (até porque seria o único jornal a interessar-se numa coisa destas), porque eu não consigo dormir o suficiente nem durante a noite, quanto mais em pleno dia. Mas estava exausta e a precisar (e soube-me pela vida, minha gente). Fui passar uns dias à Figueira da Foz e o resto do tempo passei-o no Porto. Estive com a minha família, estive com alguns amigos e comi o suficiente para um mês inteiro. Tenho a impressão de que todas as pessoas com quem eu estive me tentaram enfiar comida pela goela abaixo (o que me incomodou imenso, como devem imaginar). Ah, importante referir que ainda tive tempo de ver o Porto a ganhar ao Benfica o que, mesmo sendo eu uma pessoa que não liga puto a futebol, me deixou contente.

Levei a minha máquina fotográfica comigo porque de cada vez que faço uma viagem partilho as fotos convosco e nunca partilhei aqui fotos do Porto nem do que faço quando lá estou. Mas o S. Pedro resolveu pregar-me uma partida e o tempo esteve uma bela merda porcaria toda a semana, com vendavais e chuva que não parava, pelo que a reportagem fotográfica vai ter que ficar para a próxima. Mas nada temam, meus amigos! A próxima é já daqui a 3 semanas. 

E pronto, cá estou eu em Troyes, de volta à minha miniatura de casa. Esta semana vai estar um frio glaciar (sempre a somar pontos, S. Pedro, estás cá dentro!) e eu tenho muito trabalho pela frente (e voltei doente). Mas vai passar rápido, vamos ter fé. 

E por aí, tiveram todos uma boa semana?




quarta-feira, 14 de outubro de 2015

De malas feitas (mais uma vez!)

Tenho andado numa fase relativamente positiva ("relativamente" porque há sempre espaço para algum mau feitio, sobretudo de manhã. Acordar às 6h30 não é natural e não me venham cá com merdas de que faz bem à saúde acordar com as galinhas). 

Esta minha boa disposição deve-se a muitas coisas, nem sei muito bem a quê, talvez seja só o meu estado de espírito do momento. Mas uma coisa que, definitivamente, ajudou (e muito!) foi o facto de, depois de semanas (meses?) em negociações eu ter conseguido que me mudassem o horário. Agora, uma vez por mês vou ter um fim-de-semana prolongado, de sábado a terça-feira, inclusive, o que me vai permitir ir a Portugal muito mais vezes. Parecendo que não, isto tirou-me uma tonelada de cima dos ombros. Por muito que a minha vida aqui seja confortável, é muito difícil estar 3 ou 4 meses sem ir a casa, como cheguei a estar. Eu sei que há quem esteja até mais tempo, por opção ou por falta dela, mas eu senti que isso me estava a fazer mesmo mal, sobretudo porque vivo numa cidade em que, excepção feita aos meus amigos portugueses, as pessoas são extremamente desagradáveis (elas próprias estão conscientes desse facto e até o comentam). 

Realmente, a minha vida mudou imenso com a minha vinda para França. Apesar de todas as coisas más, onde é que em Portugal eu ia conseguir estar a trabalhar a tempo inteiro e ter folgas (sim, folgas no plural) em dias úteis? E, ainda por cima, ter um superior minimamente consciente e sensível aos problemas das pessoas, que fizesse os possíveis e impossíveis para me dar 4 dias de folga seguidos por mês só para eu ir a casa? Acho que se vivesse no Algarve não ia ter tantas oportunidades (nem dinheiro) para ir ao Porto como vou estando a viver noutro país. E isso faz-me sentir que emigrar foi mesmo a decisão certa.

Desta feita, hoje foi dia de começar a fazer a mala, pois sexta à noite rumo a Paris, onde vou passar a noite, e sábado de manhã tenho o meu voo para Portugal, o qual aguardo ansiosamente. 

Até já, Porto!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Lar, doce lar

Ultimamente, o Porto anda nas bocas do mundo. Melhor destino europeu pela segunda vez, tem o McDonald's mais bonito do mundo, tem uma das livrarias mais bonitas do mundo (a famosa livraria Lello, que já conta com mais de 100 anos), tem uma arquitectura única e uma história singular. Quando eu digo a alguém que sou do porto a resposta é sempre uma destas duas "não conheço, mas já ouvi falar muito bem" ou "já lá estive e adorei!".
Nos últimos anos, as ruas da baixa do porto encheram-se de turistas. É impressionante como, de repente, ficou mais difícil encontrar alguém que fale português. É ver grupos de turistas com os seus guias e de máquina fotográfica em riste, é ver casais apaixonados que vieram fazer uma escapadela romântica, é ver famílias inteiras a apontar para tudo com um ar espantado. Não é para menos. O Porto é lindo. Mais do que ser lindo, o Porto é único. É diferente de tudo, com as ruas inclinadas, com os seus milhares de tons de cinzento, com o seu sotaque e as suas gentes particulares, com as francesinhas, com os barcos rabelos, com o rio Douro, o mar, a ribeira, as pontes, as muralhas, aquela decadência encantadora, tudo nos faz sentir que viemos parar a um lugar realmente especial. 
O Porto é o sítio ideal para quem quer arranjar problemas... é tudo gente que ferve em pouca água. Mas também é o sítio ideal para quem precisa de ajuda. Podem precisar da coisa mais insignificante do mundo... que a rua inteira vai parar para vos ajudar. Como quando o meu carro morreu perto de casa da minha avó. Eu não fiz nada, fiquei só a olhar e em 5 minutos o funcionário do supermercado, o instrutor da escola de condução e um senhor que ia, simplesmente, a passar na rua puseram-me o carro a andar outra vez, diagnosticaram o problema e disseram-me qual era o melhor sítio para o levar. Assim, tão simples quanto isto.
Faz-me muita confusão viver num sítio onde as pessoas não se ajudam. Em Viseu, por exemplo. Adorei a cidade, é um sítio maravilhoso para se viver (cidade portuguesa com mais qualidade de vida e com todo o mérito), mas não é a mesma coisa. Não é a minha casa, para começar. E não há as mesmas pessoas. E aqui em Troyes, então, nem se fala. Desde do dia em que encontrei um menino que se tinha perdido da mãe e não houve uma única alma caridosa que se tenha oferecido para me ajudar (a mim ou a ele, porque ele já estava a chorar no meio da rua quando eu passei), fiquei mesmo desiludida. As pessoas aqui são simpáticas, mas falta-lhes o espírito ao qual tão bem me habituei.
Porto, Porto, Porto... que saudades que tenho. E que orgulho, também.