Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

sábado, 14 de maio de 2016

Surpresa!!!


Quem é a namorada mais fofinha do mundo, quem é? Sou eu (provavelmente, não sou e estarei, até, muito longe de o ser, mas isso agora não vem ao caso). E porquê?

Porque segunda-feira desceu em mim uma inspiração astrológica qualquer, perdi a cabeça e comprei bilhetes de avião para ir a Portugal este fim-de-semana, para fazer uma surpresa a senhor meu namorado (de notar que já estava programada uma ida a Portugal no fim do mês e que na semana passada fomos de férias). Ele está a leste e não sabe de nada e eu estou super ansiosa! Consegui não me descair, nem sequer quando ele me ligou na quinta-feira para me dizer que tinha feito uma entorse a jogar futebol e só me apeteceu insultá-lo por arranjar um sarilho desses em vésperas de eu ir ter com ele. Respirei fundo, contei até 10 (até 1000) e a coisa passou-se sem eu dar com a língua nos dentes.

Posto isto, está na hora de me fazer à vida, que tenho um avião para apanhar! Depois conto-vos como correu! 







quinta-feira, 7 de abril de 2016

Assim vai o mundo

Algo de muito errado tem que se passar, quando se lêem notícias como esta. Já foi há alguns meses que dei com ela, mas nunca me apeteceu debater muito o assunto, porque é tão deprimente que me faltavam as forças. Mas, ultimamente, tenho andado num estado de espírito de "estou farta desta merda toda", portanto aqui vai.

Na notícia de que falo, podemos ler que, pela primeira vez, a riqueza de 1% da população mundial equivale à mesma dos 99% restantes. Sim, leram bem, a proporção é mesmo esta. E estamos longe de poder dizer que é surpreendente, porque não é.

Basta pegar no exemplo de Portugal: um país em que a desigualdade se agrava de dia para dia. Um país em que "trabalho é trabalho" e ninguém se importa de trabalhar horas a mais que nunca vão ser pagas, de nunca ter férias, de nunca ter estabilidade. Mas ninguém faz nada e a coisa vai andando assim: a malta vai para os cafés queixar-se, mas depois a única coisa que importa é que dê para "desenrascar". Para isso e para pagar o iPhone em prestações, mas isso já é tema para outro texto.

Em Portugal, somos demasiado brandos para o nosso próprio bem. Vejam os franceses: não que tenha uma particular admiração por eles (que não tenho), mas lá protestar sabem eles - e bem! Não há cá dramas televisivos porque "ai, meu Deus que os polícias subiram a escadaria da Assembleia da República, ai os doidos". Se é para haver drama televisivo, é porque houve efectivamente um drama na vida real. Em França também há crise, e ela nota-se bem, mas duvido que algum dia eles se rebaixem ao ponto a que nós nos rebaixámos. A minha própria assistente disse-me "mas porque é que vocês emigram? Deviam ficar e lutar pelo que têm direito". Pois é. Devíamos. Mas acho que já estamos num ponto em que perdemos toda a fé, toda a esperança. Sabemos muito que somos governados por crápulas arrogantes, gananciosos, corruptos e, o pior de tudo, incompetentes. Mas já não temos esperança de que isso algum dia mude, o que leva muita gente a lembrar-se do Salazar com uma certa nostalgia.

Uma pessoa tem a sensação de que anda tudo atrás do mesmo, que é ganhar dinheiro, seja como for. E isso faz-nos perder a esperança nos patrões e nos políticos. Faz-nos perder a esperança no país e, se formos a ver bem, no mundo. Porque não, não somos só nós. Seremos um dos piores exemplos, mas não estamos sozinhos. Não deixa de ser triste ouvir dizer Europa fora que quem queira enriquecer honestamente, não pode ir para Portugal. Isso, quando sabem sequer o que é Portugal e onde fica, o que nem sempre é garantido. 

Já não sei qual será a solução. Já não sei, sequer, se haverá solução. Quero acreditar que sim. Mas, para isso ser possível, é preciso começar a mudar a mentalidade de quem manda e de quem é mandado.

Para terminar, deixo-vos com um texto do Ricardo Araújo Pereira que acho que retrata muitíssimo bem aquilo que eu própria penso sobre uma das piores coisas que existe no mercado de trabalho português: o estágio profissional.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Mais um "até já"

Estou de volta a Troyes, para mais uma temporada. 

As viagens de ida e volta a Portugal são cansativas, sobretudo, quando são estadias de poucos dias (como são quase sempre). São cansativas física e emocionalmente. Mas são o que me dá mais força para me aguentar aqui. Voltar para França já com o bilhete de ida para passado um ou dois meses dá-me todo um outro ânimo e a vida por cá fica mais fácil.

Desta vez, vir embora foi mais triste. Em Portugal, foi um fim-de-semana de festa, com a minha mãe e a minha avó a fazerem anos. Além delas, este mês ainda fazem anos uma das minhas irmãs, uma prima (a designer que renovou o blog), o meu pai e um avô. Sim, a minha família tem uma grande panca pelo mês de Abril, mas adiante. 

Este fim-de-semana soube-me a pouco. A muito, muito pouco. Hoje, custou-me mais do que o costume ver as pessoas a despedirem-se no aeroporto (acontecimento ao qual uma pessoa acaba por se habituar) e fui acometida pela dúvida. 99% do tempo, sinto que tomei a decisão acertada por sair de Portugal. Mas, no 1% que resta... lá vem o "E se?". Imagino que mais gente tenha estes momentos, em relação a várias coisas da vida. E, digam lá, não é do piorio? 

Continuo a ver Portugal como um buraco sem fundo. Toda a gente diz que não pode ficar pior - mas pode sempre ficar pior. Sobretudo, quando uma grande parte da camada jovem, formada ou não, continua a escolher emigrar. Quando os que ficam se resignam, não batem o pé. Baixam a cabeça e vivem o dia-a-dia com as migalhas que lhes são atiradas. Quando tanta coisa está mal e não se vê ninguém com capacidade para resolver os problemas, que são imensos. Até quando? 

Enfim, hoje tive a certeza (já tinha, mas foi renovada) de que gostava de voltar. Só não vejo maneira de isso poder acontecer.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Um país ao contrário

Voltei hoje de Portugal. Foi mais uma visita relâmpago, mas não me posso queixar. Sei muito bem que não são todos os emigrantes (e tantos que nós somos!) que têm a sorte de poder ir a casa todos os meses, como eu. É bom ir regularmente a casa, ver os meus sítios e as minhas pessoas, comer a minha comida, dar passeios. São dias que me fazem sentir que nada mudou (quando, na realidade, a minha vida está completamente diferente).

Passaram quase dois anos desde que comecei esta aventura por Troyes e é com alegria que posso dizer que o resultado está a ser positivo. Estou num ponto da minha vida profissional que nunca atingiria em Portugal, pelo menos, não nos próximos 20 anos. E isso é uma conclusão que não me dá alegria nenhuma.

É extraordinária e assustadora a quantidade de emigrantes portugueses que vejo nos aeroportos por onde passo. A quantidade de gente que teve que deixar Portugal em troca duma vida digna. É triste. É triste ver um país que tem tudo para dar certo, mas que continua a insistir em seguir maus caminhos. Um país onde nos falam de melhorias, mas onde tudo continua igual. Onde não há soluções para a precariedade. Onde as pessoas continuam a trabalhar muito mais do que as 40 horas semanais que deviam em troca de 500€ e acham isso normal! Onde anda tudo desesperado à procura duma merda dum estágio profissional, onde os recibos verdes e os contratos a termo são o prato do dia! Isso e o desemprego, porque continuamos a formar profissionais indiscriminadamente, sem ter minimamente em conta as necessidades reais do país. E depois qual é a solução? Emigrar. Emigrar ou ir para o desemprego e contribuir ainda mais para os problemas dum país, que já está completamente esgotado e saturado. Falando do caso que conheço mais de perto, o da minha área, a Medicina Dentária, a coisa já chegou ao ponto em que uma pessoa sente que estão a gozar connosco. Já está mais que comprovado que Portugal tem dentistas a mais, até para emigrar estão a começar a ser demasiados! Mas temos uma (des)Ordem que continua a atirar areia para os olhos das pessoas, a fazer-nos passar por mal agradecidos, a dizer que as coisas não estão assim tão más e ano após ano, continuam a entrar centenas de alunos para as faculdades. Vejo na OMD o retrato do país: um bando de pavões arrogantes, que querem ficar bem na fotografia e encher bem os bolsos, sem para isso pensarem no mal que estão a fazer a tanta gente. E nós vamos comendo. E calando.

Até quando vamos continuar a comer e a calar? Até quando vamos deixar que o país se degrade? Até quando vamos deixar de viver num sistema de cunhas e favores e de facilitismo? Portugal está a perder toda uma geração e, com ela, as gerações futuras. Porque o emigrante de agora não quer passar mal para juntar todos os cêntimos e voltar para onde não o quiseram. Até pode querer voltar, muitos de nós queremos, mas temos as nossas exigências e sabemos que Portugal não tem nada para nos oferecer. Até quando é que vai ser assim?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Figueira da Foz

Não tenho fotos da minha ida ao Porto porque, como já expliquei aqui, o tempo esteve uma valente trampa e não deu para andar muito ao ar livre, quanto mais para tirar fotos. No entanto, ficam com as fotos do meu fim-de-semana na figueira, onde fomos para assistir ao concurso de dança onde uma das minhas irmãs participou. 

O tempo também não esteve grande coisa e passámos grande parte dos dias dentro dum auditório, mas sempre deu para apanhar ar (e fazer sestas no hotel).



O quarto do hotel

A outra metade do quarto do hotel

A vista da varanda do quarto (com o mau tempo nem parece tão bonita quanto era na realidade)

Look do 1º dia

Look do 2º dia 

Não tenho foto do look do 3º dia, portanto peguem lá mais uma do 2º

Aos senhores que vivem nesta casa: por favor adoptem-me e deixem-me ir viver para lá!


O Palácio Sotto Mayor, que estava fechado ao público

Vistas do Miradouro do Cabo Mondego

Mais vistas

E mais vistas

Mini me (e o carro a precisar dum banho)




domingo, 14 de fevereiro de 2016

O que é bom...

... acaba depressa. E assim foi com a minha semaninha de férias em Portugal. Foi boa e acabou depressa.

Nos primeiros dias andei a fazer uma terapia de sono. Consegui dormir 9/10 horas por noite e ainda fazia sesta a meio da tarde. Para quem não me conhece, o facto de eu dormir de tarde é caso para sair na capa do Correio da Manhã (até porque seria o único jornal a interessar-se numa coisa destas), porque eu não consigo dormir o suficiente nem durante a noite, quanto mais em pleno dia. Mas estava exausta e a precisar (e soube-me pela vida, minha gente). Fui passar uns dias à Figueira da Foz e o resto do tempo passei-o no Porto. Estive com a minha família, estive com alguns amigos e comi o suficiente para um mês inteiro. Tenho a impressão de que todas as pessoas com quem eu estive me tentaram enfiar comida pela goela abaixo (o que me incomodou imenso, como devem imaginar). Ah, importante referir que ainda tive tempo de ver o Porto a ganhar ao Benfica o que, mesmo sendo eu uma pessoa que não liga puto a futebol, me deixou contente.

Levei a minha máquina fotográfica comigo porque de cada vez que faço uma viagem partilho as fotos convosco e nunca partilhei aqui fotos do Porto nem do que faço quando lá estou. Mas o S. Pedro resolveu pregar-me uma partida e o tempo esteve uma bela merda porcaria toda a semana, com vendavais e chuva que não parava, pelo que a reportagem fotográfica vai ter que ficar para a próxima. Mas nada temam, meus amigos! A próxima é já daqui a 3 semanas. 

E pronto, cá estou eu em Troyes, de volta à minha miniatura de casa. Esta semana vai estar um frio glaciar (sempre a somar pontos, S. Pedro, estás cá dentro!) e eu tenho muito trabalho pela frente (e voltei doente). Mas vai passar rápido, vamos ter fé. 

E por aí, tiveram todos uma boa semana?




sábado, 9 de janeiro de 2016

"Quando voltar é um erro"

O título está entre aspas porque é uma frase que li algures (mas não me lembro onde) e que fez todo o sentido para mim. 

Quase 2 anos depois de ter emigrado, começo a ouvir muitas vezes coisas como "e porque é que não voltas?", "de certeza que arranjavas qualquer coisa aqui" e, a minha preferida, "o dinheiro não é tudo".

Não, o dinheiro não é tudo. Precisamente por não ser tudo, se eu fizer uma lista de todas as razões pelas quais emigrei, "dinheiro" vai aparecer em último. Felizmente, o que ganhava em Portugal já dava para ser independente e fazer a minha vida, ao contrário do que poderão dizer muitos dos meus colegas, mas precisamente por dinheiro não ser tudo, isso não chegou para me fazer ficar. Eu queria ter um horário de trabalho decente, queria ter fins-de-semana ou umas folgas de vez em quando, queria ter direito a tirar férias (direito que eu tinha, em teoria, mas do qual nunca me foi permitido gozar. Não tive um único dia de férias durante os anos que trabalhei em Portugal). Queria estabilidade. Queria saber o que era poder andar relaxada, sem medo que o meu patrão acordasse mal disposto ou precisasse do meu posto para algum "afilhado" e me mandasse para o olho da rua. Queria saber que, mesmo que fosse para o desemprego, ia ter direito a alguma coisa (que não tinha). Queria mais respeito, também.

E assim decidi fazer as malas e vir embora. Se, no início, ponderei muitas vezes largar tudo e voltar, agora fico contente por não o ter feito. Agora já sei qual é a sensação de ser respeitada no meu local de trabalho. Agora sei o que é ter um horário concebido para meros mortais, como eu, e não para uma qualquer espécie com super poderes que consegue viver a trabalhar incessantemente. Agora tenho férias. Agora faço viagens. Agora tenho (verdadeiramente) estabilidade financeira. Agora sei que voltar para Portugal ia ser o derradeiro suicídio profissional. Não é uma hipótese que esteja completamente posta de parte, mas está adiada. Não quero voltar. Não quero voltar para o país em que só tinha deveres e não tinha direitos. "Mas podias estar com a tua família", também ouço muitas vezes. Nos meus últimos meses a viver em Portugal, não trabalhei na cidade de onde sou e posso dizer que, apesar de estar à distância de 1 hora e meia de carro, a minha família me via menos do que me vê agora que estou em França.

É com alguma surpresa que vejo as pessoas que em tempos me encorajaram a emigrar, a dizerem-me agora que devia voltar. "Porque quem é que te vai ajudar com os filhos?". Errrr... quais filhos? Sabes de alguma coisa que eu não saiba? E quem é que me ia ajudar em Portugal? Os meus pais ainda têm muitos anos de trabalho pela frente e eu não ia ter possibilidades nem tempo para ter filhos. 

Não tenho arrependimentos da minha decisão de vir embora. Foi a melhor coisa que podia ter feito por mim. Não estou a planear ficar aqui para sempre, não sei o que o futuro me reserva, mas sei que o meu futuro próximo não passa por Portugal. Por isso, deixem-me estar tranquila onde estou. Cada um faz as suas escolhas. Há quem escolha ficar e seja feliz (e ainda bem!). Eu escolhi sair. E agora escolho não voltar. Pelo menos, não agora.







quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Ano novo, vida nova

Pois é, tenho andado ausente, mas foi por uma boa razão: estive de férias. Mas, como o que é bom dura pouco, já estou de volta a Troyes e ao trabalho. 

Espero que tenham todos tido muitas prendas, comido muito e que tenham passado uma boa época natalícia na companhia das vossas famílias. Do meu lado, foi tudo tranquilo. 

Estava um bocado pessimista em relação a 2016, como deve dar para perceber pelo meu último post, mas já voltei ao meu estado normal. Já ando outra vez a tentar concentrar-me em 1001 coisas diferentes e consegui pôr o medo de tudo o que vai mudar este ano para trás das costas. Não serve de nada sofrer por antecipação, vou esforçar-me ao máximo por viver um dia de cada vez e stressar o menos possível (duas coisas nas quais não sou nada boa, mas estou motivada!).

Por falar em motivação, quais foram as vossas resoluções para o ano novo? Contem-me tudo.

E para acabar em beleza, e só porque sei que 90% de vocês prometeu a si mesmo que em 2016 ia emagrecer/ser mais saudável, ficam aqui com a foto do chocolate quente com pedaços de caramelo que o meu primo me trouxe de Londres e que eu experimentei pela primeira vez hoje (e agora vou escondê-lo bem longe da vista porque eu também prometi a mim mesma que em 2016 ia ser mais saudável e esta época festiva foi uma pequena catástrofe no que a esse tema diz respeito, mas para falar de ginásio e alimentação saudável vamos ter o resto do ano, por isso aqui fica).


Aquelas coisinhas ali a flutuar são mini marshmallows, que vinham na mistura. Muuuuito bom



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Quase de volta a casa e devaneios vários

E quem bate palmas está exausto (clap, clap!), está exausto (clap, clap!), está exaustoooo!

Pois, é isto, gente, estou exausta, daí esta minha introdução espectacular. Gostaram? Óptimo.

Quinta-feira de manhã vou entrar no avião com destino a Portugal e não vejo a hora de aterrar em território lusitano, mas até lá ainda me restam dias muito intensos pela frente. Trabalho, trabalho, trabalho... fazer a mala, fazer as últimas compras de Natal (como chego no dia 24, tenho que levar tudo daqui)... as minhas enxaquecas voltaram a atacar e em grande, só tenho vontade de estar no escuro, de olhos fechados, a sentir o latejar da minha pulsação dentro da cabeça (não porque isso me agrade, mas porque é o que me acontece). Brufen, como eu gosto de ti.

Adiante. 

O meu calendário do advento da Kinder está quase no fim e, a cada chocolate que como, fico mais ansiosa porque é menos um dia que falta para ir embora (e para ser diabética). Estou mesmo com muita vontade de ir para casa. Às vezes dou por mim a pensar que já não sei o que é a minha casa. Que nunca soube. Decididamente, não é Troyes. Não deixo de ver esta cidade como um lugar onde estou de passagem. Uma passagem que já dura há quase dois anos mas, ainda assim, uma passagem. Não sei para onde irei a seguir, mas para Portugal também não vai ser, quase de certeza, porque não há nada lá para mim, exceptuando o bacalhau e as rabanadas que vou enfardar daqui a uns dias. E pão-de-ló. E queijo da serra. Já sinto o colesterol a entupir-me as artérias e ainda nem comecei a comer. Em Janeiro o ginásio cá estará à minha espera! Por agora, o que me espera é o meu país. O meu país que, apesar de em alguns momentos chegar a acreditar no contrário, continua a ser a minha casa. 


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Perguntas de salto e respostas de alto #5

E porque é Dezembro, o mês do Natal, da neve e do frio (que aqui chegou em Outubro, mas pronto) nesta edição da rubrica vamos até... à Suécia! E o que é que vamos lá fazer? Vamos conhecer a Diana.

Não vou ser eu a apresentá-la, já que ela o fez de forma muito fofinha:

Não sei muito bem que queres que diga na apresentação...nunca fiz uma coisa destas, então estou assim meia envergonhadita. 
Sinto-me como na televisão: "Olá, o meu nome é Diana, tenho 27 anos, sou médica-dentista e estou aqui sem maquilhagem no alta definição ahahah....ups! Queria dizer no crónicas de salto alto".
Moro na  terra do frio, das pessoas loiras e com uma língua estranha (mas não impossível): Suécia! Dizem que há muitos ursos e alces por aqui, mas devo confessar que ainda só os vi em fotos, por isso digo sempre à minha mãe que estou relativamente segura! =) 
Moro com a pessoa mais "anormal" de sempre (isto dito com amor, hehe) e  que, consequentemente, se tornou parte da minha família, o que ajuda porque, quando se está longe, é sempre bom ter um bocadinho de "casa" connosco.
Neste momento, aguardo ansiosamente a chegada do Natal para voltar a casa e encher o peito de família, amigos e coragem para continuar longe de tudo o que me é mais próximo. E, claro, por causa das rabanadas e do bolo rei...ahaha.

Apresentações feitas, vamos à entrevista! (Nota: a Diana é uma pessoa muito à frente e mandou-me as respostas dela escritas de acordo com o novo acordo ortográfico. Nota da nota: eu não sou uma pessoa nada à frente e escrevi-as à moda antiga. Antes de se indignarem: a culpa é toda minha.)

1 - Há quanto tempo saíste de Portugal?

Esta é daquelas perguntas que quase que faz "doer" por te aperceberes de como o tempo passa. Quase 4 anos (para ser mais exacta: 3 anos e 10 meses).

2 -  O que te levou a tomar a decisão de sair?

Antes mesmo de terminar o curso, já tinha a noção que uma vida digna em Portugal ia ser complicada de atingir, então sempre tive a ideia de trabalhar fora. Claro que ainda tive momentos de ingenuidade e acreditei num mundo cor-de-rosa e cheguei a mandar 3403090239 currículos para sítios onde nem sequer chegaram a olhar para eles. (Tivemos todos esses momentos, não te sintas mal). Nunca me imaginei onde estou agora...mas foi uma oportunidade que chegou de um dia para ou outro. Isto digo literalmente, porque só soube da entrevista no dia anterior e era em Lisboa. (Para quem não sabe, a Diana é do Porto). Fui, correu bem e 4 anos depois ainda não congelei neste frio! 

3 - A saber o que sabes hoje, voltavas a tomar esta decisão?

Sim! Não me arrependo. Não é o mar de rosas que toda a gente que vive em Portugal acha que é a vida dum emigrante. É duro e custa ver que a vida em casa (Portugal) não pára. Perdes muitas coisas. Mas cresci, ganhei experiência, sei mais do mundo e de mim mesma. Custou e custa, mas vale a pena. Fez e ainda faz todo o sentido. (Faço minhas as tuas palavras)

4 - Descreve a tua experiência fora de Portugal em 5 palavras:

Crescimento, Saudade, Experiência, Liberdade, Autonomia.

5 - 3 coisas (coisas, não pessoas) que trarias de Portugal, se pudesses:

O mar (é uma coisa, não? :p), (ora aí está uma boa pergunta) o café (e os cafés onde passas horas com os amigos) e a francesinha (sendo eu do Porto há coisas que não podem faltar) (I hear you, sista')

6 - Em que é que sentes que a tua vida mudou, para melhor e para pior, com a tua saída de Portugal?

Ganhei uma autonomia que acho que em Portugal seria mais complicado de ter. (Vamos chamar-lhe "impossível".) Se calhar, ainda teria de viver às custas dos meus pais ou teria de fazer mais sacrifícios para conseguir a qualidade de vida que tenho hoje em dia. Consigo ter liberdade (e um bocado mais de estofo económico) para viajar e conhecer um pouco mais do mundo, outras culturas e pessoas. 
Mas, também, e nas palavras dos pequeninos: estou mais crescida =)
Para pior, mudou no sentido de ter perdido momentos que não vou voltar a ter. Estar a quase 4000km de casa nem sempre é fácil, principalmente quando precisas de "casa".

7 - Um conselho que darias a ti própria, se pudesses voltar atrás no tempo:

Não tenhas medo, nada dura para sempre e no fim tudo corre bem.

8 - Um conselho para a nossa geração (e para as futuras) dentro e fora de Portugal:

O conselho que daria a mim mesma: não tenhas medo...vai em frente, se é o que queres. Se correr bem...espectacular! Se correr mal... é experiência e aprendeste, de certeza, como fazer melhor para a próxima. No fundo, coragem e mente aberta =)

9 - O que achas essencial mudar em Portugal?

Aprender a dizer que não, a não nos deixarmos  pisar só porque temos medo de perder o emprego ou a posição. E de deixarmos de nos queixar... nós temos isso intrínseco em Portugal... somos sempre os piores em tudo, não sabemos fazer nada, nem somos ninguém. Não nos damos o devido valor. Depois de sair de Portugal é que te vais apercebendo que comparado com o resto do mundo...nós temos coisas mesmo boas! =)


10 - Onde te vês daqui a 5 anos? E daqui a 10?

Isso é uma pergunta muito difícil. A minha mudança para a Suécia foi de um dia para o outro, por isso é difícil saber onde me vejo daqui a 5 ou a 10 anos. Posso dizer que daqui a 5 anos ainda me vejo fora de Portugal... mas com umas "canalhitas" pequeninas a correr a minha volta!
Daqui a 10 espero que o nosso "cantinho a beira-mar plantado" já esteja mais estável de modo a que nós todos que estamos longe, e se ainda o desejarmos, voltemos para casa....and live happily ever after. =) 


A Diana, no paraíso tropical que é a Suécia!

domingo, 8 de novembro de 2015

Perguntas de salto e respostas de alto #4

Olá, pessoas!

Voltou a rubrica mais fantástica de que alguma vez houve registo! Já todos sabem do que se fala por aqui (e se não sabem, soubessem), portanto vou passar a apresentar, sem muitas demoras, a nossa querida entrevistada de hoje. Espero que esta entrevista sirva para ajudar a acabar com o mito de que os emigrantes são uns putos mimados, que podiam muito bem ficar em Portugal, mas que escolheram sair só porque lhes passou uma coisinha má pelas vistas. Há quem saia mesmo por falta de outra opção. E o El Dorado não existe. Todos passamos por dificuldades, de diferentes tipos, e uns mais que outros, mas não é porque alguém decidiu emigrar que a sua vida, de repente, ficou perfeita.

Hoje vou falar-vos da [B], a autora do blogue O lado B[om] da vida. Tem 30 anos, mudou-se de malas e bagagens para Angola com o marido, o Joe (o cão) e, entretanto, juntou um papagaio e um gato à família, como boa amante de animais que é. Decidiu-se por Angola pois, tendo nascido em Luanda e tendo direito à nacionalidade angolana, as questões burocráticas ficaram mais facilitadas. Tem passado por alguns episódios mais complicados (sobre os quais poderão ler no blogue dela) mas, mesmo assim, não perde a esperança nem a vontade de lutar.

1 - Há quanto tempo saíste de Portugal:

Saí de Portugal dia 22 de Janeiro de 2015 (10 meses).

2 - O que te levou a tomar a decisão de sair?

Em 2012 devido à crise financeira fui dispensada da empresa onde trabalhava há 5 anos. Nunca mais consegui arranjar trabalho. Em 2014 abri uma empresa juntamente com o meu marido e criámos o nosso próprio posto de trabalho, mas com tanta despesa não conseguíamos ter dinheiro para o básico. A única solução foi sair do país.

3 - A saber o que sabes hoje, voltavas a tomar a mesma decisão?

Sair de Portugal sim, vir para Angola não!

4 - Descreve a tua experiência fora de Portugal em 5 palavras:

Insegurança, Experiência, Coragem, Sacrifício, Privação.

5 - 3 coisas (coisas, não pessoas) que trarias de Portugal, se pudesses:

- As estradas e, sem dúvida, o civismo e organização dos condutores 
- Jardins e locais limpos para passear com o Joe
- Coisas bonitas para ver (edifícios, paisagens ou simplesmente a vista que tinha da minha varanda)

6 - Em que é que sentes que a tua vida mudou, para melhor e para pior, com a tua saída de Portugal?

Para melhor é, sem dúvida, por saber que no final de cada mês caí o salário para viver. Também o facto de viver todo ano com clima quente. Para pior, definitivamente, foi tudo o resto. Viver num país de terceiro mundo, sem as condições básicas de vida (água e luz), sem estradas em condições, onde a paisagem que vejo mal saio de casa é lixo... Difícil...

7 - Um conselho que darias a ti própria, se pudesses voltar atrás no tempo:

 "Não vás para Angola!"

8 - Um conselho para a nossa geração (e para as futuras), dentro e fora de Portugal:

Que agradeçam mais o que têm e não chorem e se foquem só no que queriam ter. A vida é difícil dentro e fora de Portugal. Sacrifício é uma palavra dura mas sem ele nada se consegue. Definam muito bem as prioridades. Tracem um objectivo e lutem por ele. Não se deixem vencer pelos obstáculos. Aquilo que hoje achamos ruim, amanhã podemos chorar por lhe sentir a falta. Nada é linear e a vida pode virar de patas p'ró ar num abrir e fechar de olhos!

9 - O que achas essencial mudar em Portugal?

Os nossos governantes! Enquanto o povo pagar casas, carros, motoristas, seguranças privados e ordenados chorudos aos políticos, o único objectivo deles será "tacho" e nunca se irão preocupar realmente com o povo. Também acho que os portugueses deviam mudar a atitude de comodistas/derrotistas e de muitas vezes se queixarem sem razão (contra mim também falo).

10 - Onde te vês daqui a 5 anos? E daqui a 10?

Daqui a 5 anos vejo-me fora de Angola. Daqui a 10 anos ainda é muito distante mas, provavelmente, continuando fora de Portugal.


A vista da [B] durante o caminho para o trabalho



quarta-feira, 14 de outubro de 2015

De malas feitas (mais uma vez!)

Tenho andado numa fase relativamente positiva ("relativamente" porque há sempre espaço para algum mau feitio, sobretudo de manhã. Acordar às 6h30 não é natural e não me venham cá com merdas de que faz bem à saúde acordar com as galinhas). 

Esta minha boa disposição deve-se a muitas coisas, nem sei muito bem a quê, talvez seja só o meu estado de espírito do momento. Mas uma coisa que, definitivamente, ajudou (e muito!) foi o facto de, depois de semanas (meses?) em negociações eu ter conseguido que me mudassem o horário. Agora, uma vez por mês vou ter um fim-de-semana prolongado, de sábado a terça-feira, inclusive, o que me vai permitir ir a Portugal muito mais vezes. Parecendo que não, isto tirou-me uma tonelada de cima dos ombros. Por muito que a minha vida aqui seja confortável, é muito difícil estar 3 ou 4 meses sem ir a casa, como cheguei a estar. Eu sei que há quem esteja até mais tempo, por opção ou por falta dela, mas eu senti que isso me estava a fazer mesmo mal, sobretudo porque vivo numa cidade em que, excepção feita aos meus amigos portugueses, as pessoas são extremamente desagradáveis (elas próprias estão conscientes desse facto e até o comentam). 

Realmente, a minha vida mudou imenso com a minha vinda para França. Apesar de todas as coisas más, onde é que em Portugal eu ia conseguir estar a trabalhar a tempo inteiro e ter folgas (sim, folgas no plural) em dias úteis? E, ainda por cima, ter um superior minimamente consciente e sensível aos problemas das pessoas, que fizesse os possíveis e impossíveis para me dar 4 dias de folga seguidos por mês só para eu ir a casa? Acho que se vivesse no Algarve não ia ter tantas oportunidades (nem dinheiro) para ir ao Porto como vou estando a viver noutro país. E isso faz-me sentir que emigrar foi mesmo a decisão certa.

Desta feita, hoje foi dia de começar a fazer a mala, pois sexta à noite rumo a Paris, onde vou passar a noite, e sábado de manhã tenho o meu voo para Portugal, o qual aguardo ansiosamente. 

Até já, Porto!

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Malas feitas

Eu sei que ando a falhar. Eu sei que ando a escrever muito pouco, mas há fases assim, em que há muito para fazer e pouco para dizer.
A vida aqui por Troyes anda uma animação. Entre pessoas a chegar, pessoas a ir embora, trabalho a duplicar e tempo livre a subtrair, não tem sobrado energia para grande coisa. Isso a juntar ao frio que já veio para ficar (e para piorar visivelmente a cada dia de passa) resulta em negligenciar a escrita.

Amanhã parto, mais uma vez, rumo a Portugal. Rumo a casa. Já fiz a mala, está tudo em ordem e, portanto, obriguei-me a mim mesma a sentar-me uns minutos à frente do computador para vos escrever qualquer coisa (e, também, porque tenho que esperar que o verniz das unhas seque antes de poder ir para a cama, ou é o desastre total). Vai ser mesmo só para escrever "qualquer coisa", para não ficar com sentimentos de culpa de abandonar o estaminé durante tanto tempo. Já sei que em Portugal o tempo para vir aqui vai ser zero, especialmente, porque vou ter um super aniversário para festejar (o meu, para o caso de restarem dúvidas). A inspiração anda pouca e a preguiça anda muita. Deve ser o peso dos 27 que estão a chegar. Ai ai, tempo, quando é que vais deixar de correr tão depressa? Não que a idade me traumatize. São 27 no papel e 18 dentro da cabeça (18 foi um número estrategicamente escolhido porque, parecendo que não, poder conduzir e votar são coisas assim a puxar para o importante), mas às vezes olho para trás e ponho-me a pensar em como é que cheguei aqui tão depressa, como é que 27 anos passaram sem eu sequer dar por isso. Mas, pronto, já que passaram, 'bora lá festejar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Perguntas de salto e respostas de alto #2

E cá está de volta a rubrica mais espectacular de sempre!

Para quem anda a dormir e não sabe do que se trata, nesta rubrica faço uma entrevista (uma coisa ligeirinha, que para dramas já cada um tem a sua vida) a um(a) emigrante. Eu pergunto e eles respondem (parece-me que é assim o procedimento normal para uma entrevista) e depois eu partilho convosco.

Desta feita, para a segunda edição da rubrica, decidi entrevistar a Cláudia. E quem é a Cláudia, perguntam vocês? A Cláudia é um dos membros do nosso grupinho aqui de França, um membro espectacular, que está a viver em Chaumont e que faz uns bolos de comer e chorar por mais. Por isso mesmo é que eu, que me interesso tanto por cozinha como por pesca desportiva (que é NADA, se estiverem com dúvidas), passo a vida a mandar-lhe os mais variados links com receitas fantásticas, assim a ver se a coisa pega (entre ela e a Isabel, costuma pegar. Sou uma pessoa cheia de sorte, quando elas se chatearem e me mandarem a mim cozinhar é que vai ser pior, mas pronto). Vamos então à entrevista? 

'Bora lá, malta!

1 - Há quanto tempo saíste de Portugal:

Há um ano e dois meses. (Fui verificar aos arquivos e confere.)

2 - O que te levou a tomar a decisão de sair:

A falta de respeito que as entidades patronais e respectivas assistentes têm perante os médicos dentistas, o facto de ter de pedir para receber o que é meu por direito, ou seja, a falta de boas oportunidades. (Falta de respeito por parte das entidades patronais? Falta de boas oportunidades? Internem esta mulher, que ela está louca! Onde é que já se viu alguma dessas coisas acontecer em Portugal? Pff, esta gente gosta é de falar mal.)

3 - A saber o que sabes hoje, voltavas a tomar a mesma decisão?

Sim, sem pensar duas vezes. Mas, definitivamente, tomava-a mais cedo.

4 - Descreve a tua experiência em França em 5 palavras:

Cinco palavras? Não és pobre a pedir, não. (Já sabes como é, eu tenho horror a pobre.) Ora: realização, aprendizagem, superação, adaptação, amadurecimento! (Ponto de exclamação!)

5 - 3 coisas (coisas, não pessoas) que trarias de Portugal, se pudesses:

A minha casa, o parque nascente e o ginásio. Os meus cães não são pessoas, mas também não são coisas, contam? (Não, não contam, lamento. Só contam objectos inanimados, senão vocês faziam-me listas intermináveis.)

6 - Em que é que sentes que a tua vida mudou, para melhor e para pior, com a mudança para França?

Para melhor foi, definitivamente, por ter alcançado a minha independência financeira e, com isso, a possibilidade de realizar alguns sonhos, ser respeitada no meu local de trabalho e ser justamente remunerada. Para pior, mudou por estar longe dos que mais amo, mas o longe se faz perto e o skype é uma grande ajuda para encurtar a distância. (Muito bem, esse é que é o espírito!)

7 - Um conselho que darias a ti própria, se pudesses voltar atrás no tempo:

Diria a mim mesma para não me sujeitar a tanta coisa como me sujeitei. (Leram bem, malta dos recibos verdes, dos estágios profissionais e de tantas outras situações laborais de sonho?)

8 - Um conselho para a nossa geração (e para as futuras) dentro e fora de Portugal:

Lutem pelo que querem, sem passarem por cima de ninguém (sempre a manter o nível, muito bem), seja dentro ou fora de Portugal. E sejam felizes.

9 - O que achas essencial mudar em Portugal?

A atitude das pessoas, que têm que começar a lutar pelo que querem e precisam. Acho que isso seria um bom começo.

10 - Onde te vês daqui a 5 anos? E daqui a 10?

Gostava muito de já estar em Portugal, perto dos que gosto e realizada profissionalmente. Não sei se será possível mas, se quiseres, daqui a 5 ou 10 anos volto a responder-te a mais umas perguntas. (Está marcado!)


Cá está a nossa Cláudia. Fez batota e mandou-me uma foto em Paris, mas vamos fazer de conta que é Chaumont.


E pronto, pessoas, está acabada a edição de hoje da rubrica Perguntas de Salto e Respostas de Alto. Espero que tenham gostado. Podem sempre enviar sugestões de perguntas por email ou nos comentários, aos quais eu prometo que estou sempre atenta, e lembro que podem também fazer like na página de facebook do blog.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Madeira

Nestas férias de Verão fui ao Porto (obviamente) e fui à ilha da Madeira, que ainda não conhecia e só tenho a dizer que mal eu sabia o que andava a perder. Fiquei rendida. O clima é tão perfeito, as pessoas são simpáticas, tudo é tão bonito... basicamente, voltava já para lá a correr (ou a nadar).

Não gosto de publicar milhões de fotos das minhas viagens por duas razões:

  1. Acho extremamente aborrecido, sobretudo para quem está a ver
  2. Não gosto de me expor assim tanto
Vou abrir uma excepção desta vez, continuam a não ser milhares de fotos, mas são mais do que a meia dúzia que publico normalmente. Continuam a faltar imensas coisas, imensas paisagens, imensos pormenores fantásticos mas, sinceramente, o melhor que têm a fazer é irem lá e verem com os vossos próprios olhos.

Happy me!


Estão a ver aquele naco de terra ali ao fundo? O meu namorado ficou obcecado e tenho cerca de 50 fotos daquele pedaço da ilha. Don't ask me why. 

Sabedoria de vida...

O Jardim Tropical Monte Palace, que fomos visitar depois da subida no teleférico

Parte oriental do Jardim Tropical


Lembram-se do naco de terra? Pois, os peixes foram outra obsessão do meu namorado.

A ilha vista do barco onde fomos dar o passeio para ver os golfinhos e as baleias (uma baleia, mais precisamente)

Mais ilha


Os golfinhos são extremamente difíceis de fotografar. Acabámos por desistir, pusemos a câmara a filmar e decidimos aproveitar o espectáculo ao vivo, sem nos preocuparmos com o resto.

Bananeiras!

Mais bananas

O miradouro do Cabo Girão, onde o meu namorado tirou esta foto, a 580m de altura, numa espécie de varanda de vidro para a qual eu não consegui subir.

Vista do Cabo Girão

Mais vista

E ainda mais vista

Fomos passar um dia a Porto Santo. Um autêntico paraíso na terra!

A ilha vista de noite


Tão bonito... estou com saudades agora.