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terça-feira, 20 de setembro de 2016

My Little Troyes

Para quem não sabe (aka, quem anda a dormir ou é novo por aqui), há alguns anos atrás mudei-me para Troyes. Cidadezinha caricata que me calhou na rifa, muito agridoce, com a qual tenho uma relação assumida de amor-ódio. O clima é uma merda porcaria, nunca está bom. Nunca. Muito frio, muito calor, muita chuva, muito vento, é sempre "muito" alguma coisa. Os passeios são escorregadios (o que faz todo o sentido numa cidade onde neva), algumas pessoas são antipáticas a um nível que nunca antes tinha imaginado possível e tudo está fechado ao domingo. Mas, apesar de todos estes defeitos, é uma cidade bonita, acolhedora e que me vai deixar muitas saudades, se um dia daqui sair.

Digam-me lá se o raça da cidade não é fotogénica!











quinta-feira, 16 de junho de 2016

Bom dia, alegria

Os dois últimos dias foram dias de folga. Sabe-me pela vida ter folgas a meio da semana, um luxo ao qual nunca tive direito quando trabalhava em Portugal e pelo qual, mais de dois anos depois de ter emigrado, ainda me sinto extremamente agradecida, especialmente, tendo em conta o ritmo de trabalho louco que tenho.

Os dias por aqui têm andado bem cinzentos, a chuva não nos larga, o calor não chega e confesso que há momentos em que dou por mim a perguntar se não estarei a começar a sofrer de depressão sazonal. Mas, há que combater o cinzento (embora até seja uma das minhas cores preferidas!) e aproveitar todos os raios de sol a que temos direito, ainda que escassos.

Da última vez que partilhei fotos de Troyes, fiquei com a impressão de que gostaram. Por isso, hoje deixo-vos mais um bocadinho da minha cidade: o coração (literalmente), que fica ao lado do canal e onde ontem fomos aproveitar um bocadinho do bom tempo, que faz tão bem.

Boa quinta-feira!








terça-feira, 7 de junho de 2016

Da minha janela em Troyes

Troyes tem sido a minha cidade desde há mais de dois anos e temos uma relação de amor-ódio. Há dias em que a amaldiçoo e lhe rogo pragas, queixo-me do tempo, dos passeios escorregadios, de estar tudo fechado ao domingo. Queixo-me do apartamento minúsculo e da falta de lojas nas ruas.

Mas, eventualmente, chega um dia como o de hoje, cheio de sol e com céu azul. Um dia que nos convida a abrir as janelas, depois de uma temporada de chuva que parecia não ter fim. Um dia longo, em que depois de trabalhar e de um pequeno passeio, posso descansar no sofá, enquanto olho para a rua, através da janela. Um dia em que me sinto em casa. 

Deixo-vos com a vista da minha janela. Este é um bocadinho da cidade à qual tenho chamado casa nos últimos tempos.




Um céu azul, que nos estava a fazer tanta falta!


domingo, 17 de janeiro de 2016

Entre mantas e chás quentes

Pois que a malta andava toda a comentar que este inverno andava muito ameno e eis que o frio decidiu dar uns ares de sua graça.
Pessoalmente, não sou nada dada a frio. Quando começam a soprar as primeiras brisas mais frescas no Outono é ver-me logo a desencantar cachecóis, pijamas polares, mantas de pêlo e a pensar quando é que será socialmente aceitável ligar o aquecimento. Apesar de não ser pessoa de frio, no último verão sofri tanto com o calor aqui em Troyes que, estranhamente, até me sinto agradecida pelo tempo fresco. De cada vez que me lembro de que passei semanas quase sem conseguir dormir nesta cidade do demo, que não está minimamente preparada para o tempo quente, até me sinto a desfalecer. Aqui não há piscinas ao ar livre (nem praia, logicamente, mas isso já uma questão geográfica), não há parques, não há jardins... não há sequer uma porcaria dum banco que fique debaixo duma árvore. Aliás, nem sequer há árvores, pelo menos, não no centro da cidade, onde eu vivo. Há umas amostras raquíticas de árvores aqui ou ali, mas que não servem para dar sombra a nada maior que um caracol. Foram meses de terror. 

Assim sendo, recebi o outono com bastante mais alegria que o habitual e, agora que o inverno (finalmente) chegou, sinto até algum alívio. Apesar de me custar sair de casa às 7h30 da manhã para ir a pé para o trabalho, há algo de reconfortante nas camadas de roupa, nas camisolas grossas e nos cachecóis. Sabe bem estar em casa de pantufas, com uma camisola polar ou de pijama e roupão fofinho, com uma caneca de chá a ferver, uma vela aromática acesa, enquanto vejo um filme. Claro que ajuda imenso o facto de as casas serem altamente aquecidas. Em Portugal, apesar de não estar tanto frio como aqui, acho muito mais desagradável estar em casa, porque são raras as que têm aquecimento central e, para mim, não há nada pior que a sensação de estar dentro da própria casa com frio que, ainda por cima, no Porto é um frio húmido e extremamente desagradável, do qual não há roupa suficiente que me salve. Mas pronto, aqui por Troyes vou-me consolando com canecas de cappuccino e papas de aveia com banana e canela. 




quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Ano novo, vida nova

Pois é, tenho andado ausente, mas foi por uma boa razão: estive de férias. Mas, como o que é bom dura pouco, já estou de volta a Troyes e ao trabalho. 

Espero que tenham todos tido muitas prendas, comido muito e que tenham passado uma boa época natalícia na companhia das vossas famílias. Do meu lado, foi tudo tranquilo. 

Estava um bocado pessimista em relação a 2016, como deve dar para perceber pelo meu último post, mas já voltei ao meu estado normal. Já ando outra vez a tentar concentrar-me em 1001 coisas diferentes e consegui pôr o medo de tudo o que vai mudar este ano para trás das costas. Não serve de nada sofrer por antecipação, vou esforçar-me ao máximo por viver um dia de cada vez e stressar o menos possível (duas coisas nas quais não sou nada boa, mas estou motivada!).

Por falar em motivação, quais foram as vossas resoluções para o ano novo? Contem-me tudo.

E para acabar em beleza, e só porque sei que 90% de vocês prometeu a si mesmo que em 2016 ia emagrecer/ser mais saudável, ficam aqui com a foto do chocolate quente com pedaços de caramelo que o meu primo me trouxe de Londres e que eu experimentei pela primeira vez hoje (e agora vou escondê-lo bem longe da vista porque eu também prometi a mim mesma que em 2016 ia ser mais saudável e esta época festiva foi uma pequena catástrofe no que a esse tema diz respeito, mas para falar de ginásio e alimentação saudável vamos ter o resto do ano, por isso aqui fica).


Aquelas coisinhas ali a flutuar são mini marshmallows, que vinham na mistura. Muuuuito bom



terça-feira, 24 de novembro de 2015

Pedaços de fim-de-semana #8

Sabe-me sempre bem recordar o fim-de-semana. 

Esta semana sabe-me ainda melhor, porque devia estar de folga terça e quarta e, na realidade, vou estar no congresso. Como se o congresso já não fosse suficientemente cansativo, foi por esta altura que, há um ano atrás, me roubaram a carteira no metro de Paris. Vamos pensar positivo: este ano há tanta polícia em Paris, que não me parece que os carteiristas consigam ter muita sorte. Vamos pensar negativo: há tanta polícia porque anda gente à solta que gosta de se explodir. Adiante.

Neste fim-de-semana, o frio chegou em força. As temperaturas negativas voltaram e eu já não vivo sem o aquecimento ligado. Toda uma tristeza. É o pior desta cidade: ou está muito frio, ou muito calor, ou muita chuva, ou muito vento, ou uma combinação de múltiplas destas variantes. No sábado, a única coisa que fiz, além de trabalhar de manhã, foi ir ao supermercado e, a seguir, enfiei-me em casa.



Almoço: massa com salmão, camarão, molho de coco e lima

Chazinho para aquecer depois das compras

Chá e bolachas de arroz com chocolate negro

Sábado sentia-me exausta, por isso tentei deitar-me cedo. No entanto, as estrelas não deviam estar alinhadas a meu favor (nem do meu sono) porque foi uma noite de insónia terrível, que resultou numa dor de cabeça gigantesca no domingo de manhã. Qual a melhor maneira de curar uma dor de cabeça ao domingo de manhã que uma caneca de leite com chocolate? Um brufen, poderão vocês dizer. E se não disserem, digo eu, até porque foi o que tomei. Mas, também houve espaço para o leitinho com chocolate, que tomei já de regresso à cama, com a minha série.

Nesquik, aka o meu melhor amigo para manhãs miseráveis

Estou a gostar muito desta série

Ao almoço, tive a companhia da Mariana, o que me obrigou a vestir qualquer coisa que não fosse o pijama e o roupão (mas pude guardar as pantufas!)

Coisas fofas

A nossa quiche. Tão boa que ficou!

Depois de almoço, ainda começámos a ver um filme. Quase que adormeci, mas entretanto decidimos sair e ir ao café, para aproveitar os raios de sol (enganadores, porque estava um frio de gelar).



Look de domingo
Quando voltei para casa, depois duma chávena de chocolate quente (que me soube pela vida), já estava com energia suficiente para fazer o meu treino (que tenho de fazer 5 vezes por semana). A seguir pude tomar o meu banho e voltar para o conforto do meu pijaminha.


A melhor máscara de cabelo que experimentei nos últimos tempos

E pronto, assim se passou mais um fim-de-semana: na preguiça total.


E o vosso fim-de-semana, como foi? Alguma coisa de excitante? Contem-me tudo (=




quinta-feira, 19 de novembro de 2015

... and everything nice

Acho que este blog estava a precisar duma onde de boa disposição (assim como eu).

A verdade é que o fim de semana que passou teve tanto de dramático como de bom. O meu namorado esteve cá e, uma vez que temos mesmo pouco tempo para estarmos juntos, tentamos sempre aproveitar o melhor possível. Sábado foi o dia em que ele chegou e foi um dia demasiado longo e cansativo. Estávamos em Paris, na Gare de l'Est à espera do comboio, quando a polícia começou a fechar a gare por suspeitar dum carro que estava estacionado à porta. Acabou por não ser nada, o comboio atrasou-se imenso, acabou por ser suprimido e chegámos a Troyes mesmo muito tarde. Foi um dia terrível mas, pelo menos, foi um dia que já passámos juntos.

Domingo estávamos já de volta à tranquilidade de Troyes e começámos, finalmente, a relaxar. Fomos almoçar com a Isabel e a Mariana e de tarde viemos para casa, ver filmes antigos do 007, dormir a sesta e comer coisas boas. Tempos de stress pedem doses extra de açúcar. 




Éclair de praliné, pain au chocolat e chá de pêra e chocolate


Para segunda não tínhamos planos. Acordámos tarde, fomos almoçar paninis ao café em frente à minha casa e passámos uma tarde nas compras. Comprei o guia para a nossa viagem de Dezembro (guardo um guia e um íman de frigorífico por cada viagem que faço, paranóias minhas) e fui à Yves Rocher perder-me na colecção deles de Natal. 



Gel de banho de baunilha e especiarias e gel de banho de laranja confitada e canela. Perfeitos.


Para o jantar, fiz gnocchi com salsichas, molho de tomate e parmesão. E comemos um balde (mini balde, vá) de mousse de chocolate.



"A incrível mousse de chocolate de leite". Muito boa.


O meu namorado fez anos no fim de Outubro (32!) e, como prenda, tinha-lhe comprado bilhetes para subirmos à Torre Eiffel. Segunda-feira tínhamos visto que tinha sido reaberta ao público e ficámos todos contentes. Terça lá nos metemos outra vez num comboio com destino a Paris.



Look para a viagem

Os brincos mais lindos do mundo, que o meu namorado me deu nos anos e que ainda não tinha mostrado.


Chegámos a Paris e fomos directamente para o hotel. Era um hotel bastante bom, com uma das camas mais confortáveis em que alguma vez dormi. A decoração era um bocadinho sóbria demais, mas gostei muito na mesma.



Casa de banho

Quarto

E mais quarto

Depois de almoço, apanhámos o metro. Destino: Torre Eiffel. Surpresa, surpresa: estava fechada. Estava fechada e não havia sequer uma porcaria dum guichet aberto para uma pessoa pedir informações. Nada. Acabou por ser um segurança a falar comigo e a dizer para eu ir ao site pedir o reembolso dos bilhetes. Fiquei mesmo triste, a prenda de anos para o meu namorado, na qual tinha pensado com tanto carinho, puf, por água abaixo.


Tivemos mesmo que ficar pelo piso térreo =P

Não nos quisemos dar por vencidos e, portanto, fomos pregar para outra freguesia: as Galerias Lafayette. 




Capuccino e chocolate quente no Trocadéro

Decoração de Natal das galerias Lafayette

O tecto das galerias. Lindo.

Uma das montras, com figuras do Star Wars feitas de Lego



Et voilá, ainda fomos espreitar a Ópera de Paris antes do jantar. E, à noite, os Campos Elísios e o Arco do Triunfo.




Ópera
Arco do Triunfo e eu, com dores nos pés de tanto andar

Quarta foi o dia da despedida. Eu voltei para Troyes e ele para Portugal. É sempre um dia bastante triste mas, apesar da distância, nunca passamos mais de 4 semanas sem nos vermos. O que já é bastante, mas podia ser pior. 

Já voltei ao trabalho e à minha rotina. Estou bastante cansada depois destes dias. Foi por isso que achei que hoje era um bom dia para dar uso à bath bomb da Lush (Shoot for the Stars) que comprei na minha ida às compras a Paris e fiquei tão rendida que decidi partilhar esta informação inútil convosco. Nunca tinha usado nada da Lush e posso afirmar que estou fã.

A minha bath bomb Shoot for the Stars

Pormenor da água "in the making"

O resultado final: uma banheira de água azul escura cheia de pontos brilhantes, tal como um céu estrelado (e com um cheirinho fantástico)






terça-feira, 13 de outubro de 2015

La vie en France #9

França é um dos destinos mais populares no que toca a emigrantes portugueses. A malta acha que por aqui é que se está bem, ensaca as tralhas e faz-se ao caminho, confiante de que vai para um país evoluído e civilizado.

É aqui que cometemos o nosso primeiro erro. 

De facto, por aqui até se está bem, e só Deus saberá porquê, pois eficiência e organização não são coisas que abundem por estes lados. No entanto, desenganem-se se acham que vêm viver no meio de pessoas educadas e competentes. Lá educadas até são, toda a gente diz "bom dia", "por favor" e "obrigada". Agora se se espetarem ao comprido no meio da rua e fizerem uma fractura exposta, azarinho o vosso que ninguém vai parar para vos ajudar.

França é o país em que até a coisa mais simples que queiram fazer pode revelar-se um autêntico desafio, a partir do momento em que precisem de interagir com alguém para a fazer.

Este domingo, foi a vez de me passar com a funcionária dum prestigiado estabelecimento que vende pizzas, cujo nome vou revelar porque não tenho nenhum problema contra o estabelecimento, que é a Pizza Hut, e sim contra a estúpida que me atendeu o telefone. Pois que, depois de uma semana a comer erva e a ir ao ginásio 6 dias, achei que no domingo ia encomendar uma pizza para o almoço. Peguei no telefone, liguei e passou-se o seguinte:

Eu: Bom dia, queria encomendar uma pizza, por favor.
Estrunfina: Bom dia. Qual é a morada?
Eu: Rua X, nº Y, em Troyes.
Estrunfina: Essa morada não me aparece no computador, não vamos poder fazer a entrega.
Eu: Como assim não fazem a entrega, se ainda há uns meses eu fiz uma encomenda e me vieram entregar a essa mesma morada que eu acabei de lhe dar?
Estrunfina: Não sei, mas não vai ser possível.
Eu: Tem a certeza que escreveu bem a morada? 
Estrunfina: Claro que tenho a certeza, já tentei com maiúsculas, com minúsculas, com acentos, sem acentos. Olhe, até já deixei cair a pizza da senhora que está à minha frente.
(Pequeno aparte: a pizza caiu, mas de certeza que lha vendeu na mesma, que por aqui higiene é  uma coisa bastante subvalorizada)
Eu: Mas isso é impossível, eu moro mesmo no centro da cidade. Se vocês não fazem entregas para o centro da cidade, fazem entregas para onde, então? Não pode tentar outra vez?
Estrunfina: Olhe, não posso fazer nada. Se calhar isto até é uma chamada de teste para controlar o nosso trabalho, mas não vamos poder fazer a entrega.
Eu: Se isto fosse uma chamada para controlar o vosso trabalho, seria mais uma razão para me fazerem a entrega.
Estrunfina: Não, não vamos fazer a entrega.

E pronto, assim se passou. Um restaurante que deve ficar a cerca de 20min a pé de minha casa e que me diz que não podem fazer entregas de mota. Fui ao site, fiz a encomenda pela internet (a minha rua apareceu logo e é por isto que eu digo que tudo corre bem aqui, desde que não se interaja com ninguém) e a entrega demorou quase 1 hora a ser feita. Tenho a certeza que quando ela viu a encomenda a entrar nos cuspiu na pizza e que por isso é que demorou tanto. 

Mudando completamente de assunto, mas mantendo-me no tópico dos franceses a serem franceses, também gostava de deixar aqui um grande bem haja ao senhor que no sábado ao fim da manhã estava a insultar uma ambulância por ir com as sirenes ligadas, que não tinha jeito nenhum irem a fazer barulho. Era de quem lhe pregasse dois pares de estalos naquela cara que o deixassem a precisar, também, duma ambulância, a ver se aí não ia querer que ela fizesse barulho.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Virar a página

 Olá!

Bem, isto anda difícil por estes lados, a inspiração para escrever não tem sido muita. Há alturas assim, em que está tudo simplesmente bem (ou mal) e achamos que não temos nada para dizer ao mundo. Hoje, resolvi que ia aproveitar a folga (a única desta semana... *snif*) e escrever. Não sei o que vai sair daqui, acho que vou limitar-me a divagar e só espero não vos aborrecer demasiado.


Já há ligeiramente mais de quatro anos que deixei de ser estudante. No entanto, Setembro continua a ser, para mim, o início dum novo ano (eu sei que estamos em Outubro, mas não sejam picuinhas, está bem?). Ainda por cima, coincide com o meu aniversário e isso é, efectivamente, o fim de mais um ano e o início do seguinte (palmas para mim pela conclusão brilhante). 

Resolvi que estava, portanto, em boa altura de fazer um ponto da situação. 

Os meus 26 anos foram passados em França. Já vivia cá quando os atingi e por cá continuo agora que acabaram. Apesar de tudo o que isso possa ter de difícil e de triste, acho que foi um ano muito positivo. Foi um ano que marcou uma grande mudança a nível profissional, com o ritmo de trabalho a aumentar (se calhar agora até está demais, mas pronto, não nos vamos queixar porque a conta bancária agradece), em que consegui melhorar e estabilizar a minha situação financeira e em que praticamente tudo se desenrolou tranquilamente. Fiz algumas viagens (Praga, Londres, Bruxelas, Paris e Madeira) das quais guardo muito boas recordações e sinto que não sou a mesma pessoa que era há um ano atrás, sinto-me mais de bem com a vida.

Nem tudo foi um mar de rosas, no entanto. Comecei o ano com uma mononucleose que me deixou KO durante meses, com vontade de me enrolar no chão a um canto e morrer (quanto mais não fosse de auto-comiseração). Apesar de estar doente e de me sentir constantemente exausta, continuei a ir trabalhar (até porque só ao fim de sensivelmente 3 meses depois de ter ficado doente, é que tive direito a um diagnóstico), às vezes com muito esforço para arrastar os pés, às vezes depois de ter passado uma noite acordada a vomitar e às vezes com a sensação de ter sido atropelada por um camião. Podia ter metido baixa? Podia. E devia. Mas só pensava na confusão que ia ser para a clínica se eu não aparecesse. Maldito amor à camisola. Lá para Maio vi-me, finalmente, livre deste problema. Mas, mesmo saudável, todos os dias continuaram a ser uma batalha emocional entre o que tenho aqui e o que deixei para trás. 

No final de contas, pesando tudo o que foi bom e tudo o que foi mau, a conclusão a que chego é que foi um ano muito positivo. Reflectir (não, ainda não aderi ao novo acordo ortográfico) em tudo isto resultou que ando numa fase muito boa, cheia de motivação para mais um ano e que espero que seja só tão bom como o que passou. Não preciso que seja melhor. Só igual.




Troyes. Ainda era uma recém-chegada quando tirei esta foto.

Hmmm... não me estou a lembrar de onde tirei tirado esta foto. Talvez Torre Eiffel, em Paris?

Não, não estou a segurar um balão vermelho.

Praga by night.

Eu, em Praga, feliz da vida.


Londres seria a cidade perfeita, se não tivesse um clima de merda porcaria.

O Big Ben, tão fofinho.

Bruxelas. A cidade com mais gauffres e chocolates por metro quadrado.

Fui feliz em Bruxelas (e não voltei diabética porque foram só três dias).

Madeira!


Porto Santo! Quero muito voltar!

E mais Madeira (=